São Paulo x Santos: 3º round

São Paulo e Santos travam neste domingo, às 16 horas, no Morumbi, o terceiro round da luta que começou há 15 dias. Nos confrontos anteriores, os santistas levaram a melhor, e com golpes certeiros, nocautearam o rival, eliminando-o da Copa Sul-Americana (vitória por 1 a 0 na Vila Belmiro e empate por 1 a 1 no Morumbi, onde a violência imperou). Neste domingo, num duelo de alto risco, denominado de jogo da revanche, o adversário que ir à lona verá sua missão de buscar o título brasileiro comprometida.Para não repetir os erros dos combates anteriores, nos quais tomou a iniciativa, partiu com tudo para cima do Santos, mas não conseguiu desferir o golpe certeiro - falhou muito nas finalizações -, Leão exige que o time continue criando chances mas diminua o erros na hora de concluir. "Não podemos ter oscilação (vence jogos por goleadas e outros não marca gols). "Em clássico, se tiver uma chance, o aproveitamento tem de ser de 100%. Duas, pelo menos 50%," recomenda o treinador.Nada de ficar na retaguarda, só encaixando os golpes do adversário. "Quem tem medo da vitória, faz 1 a 0 e perde", adverte. "Já trabalhei com clubes que quando faziam 1 a 0, jamais perdiam." Esquecer o clima de guerra criado na partida de quarta-feira e pensar apenas em jogar futebol são os pedidos feitos pelo técnicoVanderlei Luxemburgo, do Santos. "Temos de pensar apenas em jogar futebol. O árbitro vai estar lá para punir o que tiver que punir", diz.Elano, gripado, é a principal dúvida do treinador. "Ele está muito debilitado. Vou esperar até a hora do jogo para definir a escalação." Se não puder contar com o meia, Luxemburgo tem três alternativas: Ávalos na zaga, alterando o esquema para o 3-5-2; Marcinho, tornando o time mais ofensivo, ou Zé Elias, para dar mais proteção ao meio-de-campo. "É um jogo muito importante, porque se vencermos vamos abrir nove pontos em relação ao São Paulo, que briga pelo título, e vamos continuar lutando com o Atlético Paranaense pela liderança", ressalta."Só não podemos entrar muito nesse clima de rivalidade. É apenas mais um clássico", acredita o atacante Deivid, que diz não estar preocupado com possível violência. "E isso nem pode acontecer. São duas equipes grandes. Hoje a gente briga e amanhã estamos defendendo o mesmo clube. Não pode ser assim. É claro que um jogo como esse sempre vai ser duro, não tem que ter moleza, cada um vai defender o seu. Mas não pode haver violência."

Agencia Estado,

24 de outubro de 2004 | 10h21

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