Saulo de Castro prefere o silêncio

O secretário estadual de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu, não irá se pronunciar sobre as três mortes ocorridas entre domingo e segunda após brigas entre torcidas organizadas. Ele designou dois porta-vozes para falar do assunto: o coronel Luiz Serpa, comandante do 2.º Batalhão de Choque da capital; e o major Israel Pilmon, comandante-interino do 35.º Batalhão do Interior, em Campinas. Ambos trabalham com o policiamento de estádios. Embora as duas mortes na capital tenham ocorrido longe do estádio do Morumbi, local da partida, Serpa afirma que não haverá mudanças no policiamento em dias de jogos. ?A população pode ficar tranqüila porque estamos preparados?, disse. Serpa classificou a morte do corintiano Wellington Martins, na Avenida Santo Amaro, zona sul, como ?fatalidade?. O coronel não admitiu que tenha ocorrido omissão da polícia na morte de Wellington e também na de Diogo Lima Borges. ?Quem foi que prendeu 54 pessoas no Metrô Tatuapé? Foi a PM. Assim que contatados, seguimos para o local?. Maurício Borges, primo de Diogo, contesta. ?Meu irmão também estava lá e contou que agentes da CPTM acionaram a polícia antes da briga, avisando sobre um movimento estranho, mas eles disseram que só iriam se houvesse alguma ocorrência?. Já o major Pilmon avisou que o planejamento de segurança para o jogo entre Ponte Preta e São Paulo começou no dia 10. ?Já considerávamos o jogo especial por causa da gratuidade?. Depois da morte de um torcedor ponte-pretano, o efetivo foi aumentado.

Agencia Estado,

18 de outubro de 2005 | 20h38

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