Martin Meissner/AP
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Schalke apura suposto caso de racismo contra jogador rival na Copa da Alemanha

Colegas de Jordan Torunarigha, do Hertha, dizem ter ouvido cânticos de insulto contra o jogador

Redação, Estadão Conteúdo

05 de fevereiro de 2020 | 10h20

O Schalke anunciou nesta quarta-feira que vai atuar em parceria com a polícia para apurar suposto caso de racismo ocorrido em seu estádio, a Veltins Arena, em Gelsenkirchen. O zagueiro Jordan Torunarigha, do Hertha Berlin, teria sido alvo de cânticos racistas no duelo de terça, pelas oitavas de final da Copa da Alemanha.

Filho do ex-jogador nigeriano Ojokojo Torunarigha, Jordan foi expulso na prorrogação da partida ao levar o segundo cartão amarelo. Após o jogo, Niklas Stark, seu colega de time, disse que ouviu "barulhos de macaco e insultos racistas" direcionados a Jordan. "Era difícil não perceber como estava [triste], se comparar como estava antes e depois da prorrogação, como ele estava e como ficou angustiado."

O Schalke acabou eliminado o Hertha Berlin com uma vitória na prorrogação por 3 a 2, de virada. Os visitantes abriram vantagem de 2 a 0 no primeiro tempo, com gols de Kopke e Piatek. Caligiuri e Amine Harit empataram na etapa final. Na prorrogação, Benito Raman fez o gol da classificação após a expulsão de Torunarigha.

"Não há tolerância por parte do clube em casos de comportamento da torcida como esse. Vamos fazer tudo que pudermos para descobrir quem foram os responsáveis e garantir que eles enfrentem as consequências. Comportamentos como esse não apenas vai contra as regras do nosso estádio, estatutos e regulamentos, mas também contradiz nossos próprios valores."

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