Scheidt desmente dirigente do Botafogo

Escolhido pelos demais atletas do Botafogo como porta-voz do grupo para falar sobre o pedido de demissão do técnico Paulo César Gusmão, o zagueiro Scheidt deixou claro, nesta terça-feira, que o treinador estava agindo de acordo com os interesses dos jogadores, quando cobrava da diretoria o pagamento em dia dos salários. De certa forma, Scheidt desmentiu o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, que acusara na segunda Gusmão de marcar encontros com ele apenas para falar do próprio salário. O zagueiro também confirmou declaração de Gusmão de que não era bom o clima entre o diretor de marketing do Botafogo, Jeferson Melo, e os atletas. O técnico, até a tarde desta terça, não havia comparecido ao clube para se despedir dos jogadores. Pela manhã, durante atividade física do elenco na Praia do Leme, chegou-se a especular que passaria pelo local para comunicar aos atletas a decisão de sair do Botafogo. Mas ele não apareceu. Gusmão desistiu de continuar no clube na noite de segunda-feira.Com a ausência dele, a diretoria do clube tenta agora buscar um nome de consenso entre os jogadores para a seqüência do Campeonato Brasileiro. Valdir Espinoza, Vagner Mancini, Péricles Chamusca e Hélio dos Anjos eram os treinadores mais comentados, nesta terça, na sede de General Severiano como possíveis substitutos de Gusmão. Bebeto de Freitas consultou Scheidt e o meia Túlio para saber a opinião deles a respeito do perfil do novo treinador.

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