Scolari exige amor à camisa amarela

O técnico Luiz Felipe Scolari reuniu os jogadores no alto da concentração da Granja Comary, na noite de quinta-feira, para uma conversa séria, nada descontraída, e, pela primeira vez, sem tiradas engraçadas, uma de suas características nos primeiros dias de trabalho com a seleção brasileira. Pediu-lhes mais que empenho. "Chamei todos eles e fiz com que me prometessem algumas coisas", contou a amigos, que lhe fizeram nesta sexta-feira uma visita. Scolari exigiu o envolvimento de cada um para enfrentar o Uruguai. Quer que os jogadores encarem esta partida como a mais importante da carreira. Disse-lhes que era chegada a hora de mostrar profissionalismo e dedicação, de apagar qualquer dúvida quanto a um suposto desinteresse em jogar pela seleção, citando o aspecto financeiro. Durante a semana, alguns atletas consagrados, como Romário, declararam que até perdem dinheiro quando são convocados. Eles ressaltaram, porém, o orgulho em se apresentar à seleção. Scolari falou em amor à camisa e citou como exemplo o fato de muitos dos 22 relacionados não terem férias há vários anos. "A cobrança lá fora, do torcedor, como fica se não dermos tudo o que podemos?", indagou aos atletas. Destacou que as bandeirinhas de incentivo à equipe podem servir como arma se a seleção não se impor a partir de agora. "Os caras vão com as bandeiras para torcer, mas depois podem atirá-las na nossa cabeça." Em entrevista nesta sexta-feira, ele deixou claro o tom da conversa. "Se passarmos pelo Uruguai, vamos ter uma reação de tranqüilidade que vai mudar a seleção." A partida contra os rivais sul-americanos vai ser realizada em Montevidéu, em 1 de julho. Scolari admitiu que os treinos de preparação para a Copa América, que começa em 12 de julho, na Colômbia, podem ser feitos na Granja Comary. Disse que está estudando a possibilidade. Empresários - Neste sábado, a Granja Comary recebeu um grupo de empresários alemães, acompanhados do técnico do Bayern Leverkusen, Klaus Toppmüller, que contou ter vindo a Teresópolis para visitar o zagueiro Lúcio, cujo passe pertence ao Bayern. Causou estranheza, no entanto, o tamanho da comitiva alemã que acompanhava Toppmüller - seis pessoas e mais o empresário brasileiro Marco Antonio da Purificação, dono do passe de vários jogadores.

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