Scolari nega violência do Cruzeiro

O técnico do Cruzeiro, Luiz Felipe Scolari, defendeu-se hoje de acusações de dirigentes dos rivais América e Atlético de que sua equipe seria violenta, a exemplo do que já se disse do Palmeiras e do Grêmio, quando comandados por ele . As denúncias surgiram em razão do elevado número de faltas apontadas contra os cruzeirenses na vitória de 3 a 1 sobre o América, no último fim de semana - mais de 40, o dobro das infrações do adversário. Com o resultado, o Cruzeiro manteve o time na briga por uma das vagas da final do Campeonato Mineiro.Scolari não quis briga com o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Alexandre Kalil, e com o presidente do América, Marcos Salum, que lançaram as críticas, justificando que se considera amigo de ambos e também de outros dirigentes dos dois clubes. Mas ressaltou que as afirmações que eles fizeram foram "erradas". "Os dados estatísticos mostram isso de forma bem clara", afirmou. O treinador referia-se a dois jogos anteriores contra Atlético e América, também pelo Campeonato Estadual.Na partida com o Alvinegro, o Cruzeiro cometeu 27 faltas e sofreu 31 e, no primeiro clássico da segunda fase diante contra o América, foram 29 faltas dos atletas de Scolari, ante 39 do adversário. Também nesta quarta, o treinador cruzeirense retomou os preparativos para a rodada decisiva do Mineiro, no próximo fim de semana, após a goleada de 4 a 1 sobre o El Nacional, do Equador - jogo realizado na terça-feira, no qual os mineiros garantiram classificação para as quartas-de-final da competição.O time enfrenta a Caldense, domingo à tarde, no Mineirão, com a obrigação de vencer para manter o sonho de ir à final - depende ainda de um tropeço do América diante da Caldense, no mesmo dia e horário, ou então de marcar dois gols a mais que os americanos, caso eles vençam seu compromisso. Scolari não poderá contar com dois importantes jogadores: o lateral argentino Sorín, destaque na vitória sobre o El Nacional, e o meia Ricardinho, suspensos.

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