Se a dor deixar, Magrão joga um tempo

Clinicamente, ele não tem condições de jogo, afinal mal acabou de ser operado e o esforço físico pode prejudicar sua recuperação; emocionalmente, no entanto, ele nunca teve tanta vontade de entrar numa partida. A situação do volante Magrão, que fraturou dois dedos na segunda-feira durante os treinos da equipe, será definida momentos antes do início do jogo pelo departamento médico do Palmeiras. ?Se ele sentir qualquer dor, ele não tem nenhuma chance de jogar?, enfatizou o médico, Maurício Bezerra. Bezerra diz que o único empecilho para a entrada do volante é mesmo a dor. De acordo com ele, não existe a possibilidade de os remédios que ele tomou para a cirurgia e no período pós-operatório serem proibidos no controle anti-doping. ?Ele só ingeriu substâncias legais?, garante. Outro problema seria o de que não é permitido aos atletas atuarem com qualquer tipo de gesso. Para contornar essa proibição, nesta terça-feira foi confeccionada, no Hospital São Luís, na capital, uma proteção especial para a mão do atleta. Uma órtese, segundo o médico, feita com um composto próximo ao plástico, permitido em uma partida de futebol. Ainda assim, diz Bezerra, a probabilidade de o volante entrar em campo nesta quarta-feira é mínima, e mesmo que ele garanta ter condições, ficará no máximo 45 minutos em jogo. ?Mais que isso é impossível?, afirmou. ?Se ele disser que está bem, começa jogando?, disse, por sua vez, o técnico Jair Picerni. ?Está doendo muito ainda, vamos ver como vai ficar mais perto da hora do jogo?, admitiu Magrão, que diz que, se dependesse apenas dele, jogaria. Racionalmente, o melhor seria Magrão se poupar, talvez para o jogo de sábado, o difícil é convencer o volante a ficar de fora do time, que tanto precisa dele, num clássico contra o Corinthians, em plena semifinal de Campeonato Paulista. ?Eu sei que posso ajudar o time, não quero ficar de fora, mas se não tiver jeito...?

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