Victor R. Caivano/AP
Victor R. Caivano/AP

'Se a Espanha ganhar, será o habitual', diz Casillas

Goleiro da Fúria mostram que a confiança está intacta após momentos turbulentos

AE, Agência Estado

26 de junho de 2013 | 13h09

FORTALEZA - De volta a um time titular novamente ao defender a Espanha na Copa das Confederações, pois antes vinha amargando a reserva no Real Madrid sob o comando de José Mourinho, Casillas reconheceu que "recuperou a felicidade" ao atuar pelo seu país na competição que está sendo realizada no Brasil. E, com a confiança intacta após tempos turbulentos em seu clube, ele admite que a seleção espanhola defende, sim, o favoritismo ao título desta edição do torneio, pois ostenta a condição de atual campeã mundial e bicampeã europeia.

Depois de lesionar a mão em um jogo do Real, Casillas ficou cinco meses afastado do time titular. Mesmo depois de superar a lesão, o goleiro, capitão da Espanha, teve de aceitar a reserva por opção do comandante português, demitido do clube madrilenho ao final da última temporada europeia.

Contra o Uruguai, no último dia 16, na estreia desta Copa das Confederações, Casillas admitiu que viveu uma experiência "diferente" ao voltar a disputar um jogo como titular justamente pela Espanha, mas destacou que o seu retorno acabou sendo natural pela confiança que o técnico Vicente del Bosque e os seus compatriotas de seleção sempre depositaram nele.

"Por sorte, os meus companheiros e o treinador foram ótimos comigo, e isso também é importante para voltar a começar. O goleiro precisa recuperar a confiança com partidas, com minutos jogados. Sempre que recebemos essa oportunidade e essa confiança, vamos nos encontrando de novo", disse Casillas, em entrevista ao site oficial da Fifa, publicada nesta quarta-feira.

O astro do Real Madrid também deixou de lado a falsa modéstia ao ser questionado sobre o peso que a Espanha está dando para esta edição da Copa das Confederações, na qual enfrentará a Itália, nesta quinta, às 16 horas, em Fortaleza, pela semifinal.

"Damos grande importância, pois, se a Espanha não chegar à final, os críticos dirão que não somos os mesmos de antes. Se ganhar, será apenas o habitual. É uma pressão que nós mesmos criamos nestes últimos anos, mas sabemos que temos de seguir aproveitando. Esta é uma equipe que não se cansa de jogar, de querer ganhar. Acho que hoje somos a primeira potência, mas talvez algum dia fique difícil continuar encantando", destacou.

Casillas também admitiu que viveu uma fase de incertezas depois de ter fraturado a mão, assim como de sofrimento por ter sido colocado na reserva por Mourinho mesmo enquanto recuperado de sua lesão. "Chorei, sofri, passei mal, houve várias noites em que dormi pouco e mal, mas sou madridista de coração, o clube está acima de todos, de mim, de treinadores, de presidentes, de diretores esportivos", disse o goleiro, lembrando que precisou aceitar o fato de que deixou de ser titular absoluto.

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