'Se chegamos até aqui, temos chances', diz presidente do Luverdense

Em entrevista ao Estadão, cartola do clube mato-grossense esbanja otimismo para encarar o Corinthians

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S. Paulo

21 de agosto de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - O presidente do Luverdense, Helmute Lawisch, não teme o campeão do mundo. O dirigente esbanja confiança e acredita em uma superação contra o Corinthians.

ESTADÃO - Por que o senhor decidiu manter o jogo no Passo das Emas?

HELMUTE LAWISCH - Recebi uma proposta formal de Brasília e quatro sondagens, incluindo uma de Goiânia, para tirar o jogo daqui, mas nem cheguei a estudá-las. Mesmo se não pudéssemos aumentar a capacidade do nosso estádio, não iríamos tirar o jogo daqui por nada. Jogar aqui é a retribuição a quem confiou no Luverdense, aos patrocinadores e à torcida.

ESTADÃO - Como o senhor vai usar o dinheiro da renda do jogo?

HELMUTE LAWISCH -Pelos nossos cálculos, a renda bruta deve dar R$ 1 milhão. Isso nos ajuda, e muito, a pagar as contas, afinal a nossa folha salarial é de R$ 250 mil por mês. Também conseguimos mais um patrocínio pontual para esses dois jogos.

ESTADÃO - Quais são as chances de o Luverdense ganhar do Corinthians?

HELMUTE LAWISCH -Eu sei o tamanho da diferença de estrutura do Corinthians com o Luverdense, mas não compramos a vaga. Se chegamos até aqui é porque vencemos os nossos adversários e temos chance. Se o Corinthians for superior em campo assim como é superior em estrutura, não podemos fazer nada, mas a Copa do Brasil é democrática e qualquer clube pode realizar o sonho de enfrentar o campeão mundial.

ESTADÃO - O senhor, então, acha que dá para se classificar?

HELMUTE LAWISCH -Não vamos perder a partida antes de jogá-la. Acompanho a Copa do Brasil desde o primeiro ano. Ao logo do tempo, várias surpresas surgiram. Primeiro foi o Criciúma, depois o Juventude, o Santo André e o Paulista. Se a gente tiver futebol, talento e fazer o que parece impossível, 2013 pode ser o ano do Luverdense.

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