'Se eu não me sentir bem, eu saio', diz Muricy Ramalho

Técnico minimiza pressão e diz que não teme ser demitido do comando do São Paulo

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

15 de agosto de 2014 | 15h31

Muricy Ramalho vive dias de contestação no São Paulo após o time ser eliminado em casa pelo Bragantino na Copa do Brasil, mas diz não estar preocupado com seu futuro. Ao ser questionado sobre a possibilidade de ser demitido do São Paulo, o técnico deu de ombros e garantiu que só continua no clube porque se sente tranquilo para desenvolver seu trabalho, mas que não teria problemas em ir embora.

"Eu não me seguro mais em emprego, não estou mais nessa fase da vida. Ninguém precisa falar para mim o que eu devo fazer, se eu não sentir me bem eu saio. Estamos oscilando demais, nesse sentido nosso time não está dando resposta mesmo mudando alguns jogadores. No futebol a gente tem que ganhar", rebateu.

O técnico já não é mais uma unanimidade na diretoria e mesmo o vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, e o presidente Carlos Miguel Aidar começam a ficar insatisfeitos com a falta de resultados e as más apresentações especialmente nos últimos jogos.

Aidar voltou a garantir que não pensa em demitir Muricy, mas em entrevista coletiva externou seu descontentamento e chegou a dizer que "minha terapeuta disse que minha paciência está no fim".

"O time do São Paulo está deixando a desejar, isso é uma unanimidade. Nome não joga futebol, às vezes nem sempre o futebol bonito é o que traz o título, o mais efetivo é o que funciona. O São Paulo tem tomado muitos gols bobos em bolas aéreas e não é por falta de treino. Não tenho esse diagnóstico, mas algo está faltando", disse.

Muricy, que esteve com o grupo em reunião no CT da Barra Funda com Ataíde para que o dirigente cobrasse melhores resultados da equipe e mais empenho, concordou com a avaliação do presidente e vê as críticas como justas.

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