Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

'Se não der ingressos, o Corinthians não entra em campo', diz Gobbi

Presidente afirma que determinação do Ministério Público para realização de clássico com torcida única tem motivação política

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

06 de fevereiro de 2015 | 18h59

Mario Gobbi, presidente do Corinthians, reafirmou em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, a intenção de não participar do clássico contra o Palmeiras, domingo, no Allianz Parque, caso seja mantida a determinação da Federação Paulista de Futebol de torcida única. "O Corinthians não merece ser tratado como moleque. Tomamos um 'passa-moleque' da Federação Paulista e do Palmeiras. Dar os ingressos não é favor, é dever. A única forma de consertar algo que foi errado é distribuir o ingresso", afirmou o presidente do Corinthians.

O presidente corintiano afirma que a determinação do Ministério Público para torcida única no clássico foi motivada por razões políticas. Mario Gobbi revelou uma conversa com o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, no qual o palmeirense teria dito que o Allianz Parque não foi planejado para receber visitantes. Segundo Gobbi, Paulo Nobre não quer ter prejuízo de 12 mil cadeiras, espaço exigido pela Polícia Militar para o isolamento das torcidas. Gobbi também manifestou "tristeza" com o comportamento do palmeirense. Gobbi reafirmou o conteúdo de uma nota divulgada nesta quinta-feira pelo Corinthians que considera a medida discriminatória - o jogo de torcida única valeria apenas para o jogo do dia 8.

A juíza Luiza Barros, da 10ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, acatou parcialmente o pedido de liminar do Corinthians que pede a realização do clássico contra o Palmeiras, domingo, no Allianz Parque com duas torcidas. A decisão, no entanto, é parcial. De acordo com o despacho da juíza, o Ministério Público de São Paulo não tem direito de ameaçar nem punir o clube, ou qualquer entidade ligada à venda dos ingressos para a torcida visitante. Essa decisão cabe unicamente à Federação Paulista de Futebol, que deve se pronunciar definitivamente ainda hoje.

Gobbi também criticou a maneira como o processo foi conduzido. "Não é dessa maneira, sorrateiramente, nos bastidores, na  calada da noite, que se muda uma regra. Seria preciso estabelecer uma norma, dar publicidade e dar tempo para o torcedor se acostumar a ela", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
CorinthiansFutebolPalmeiras

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.