Sebá é barrado; Roger está de volta

Uma conversa que durou cerca de 40 minutos marcou a preparação do Corinthians para o clássico diante do São Paulo. Antes do treino deste sábado pela manhã, no Parque São Jorge, o técnico Daniel Passarella se reuniu com o elenco, concentrado desde a noite de sexta-feira. Foi uma conversa aberta, em que jogadores e treinador puderam ?aparar arestas?, com vistas à recuperação da equipe no Campeonato Brasileiro. ?Todos estão muito chateados pela eliminação da Copa do Brasil, mas não adianta ficar pensando no que já passou?, afirmou o zagueiro Marquinhos, que ganhou vaga do argentino Sebá. ?Esse jogo é uma decisão para o Corinthians e a chance que eu esperava para mostrar minha capacidade e provar que posso setitular.?Na conversa, os jogadores mais experientes e líderes naturais do grupo, como o zagueiro Anderson e os meias Carlos Alberto Roger foram os que mais se manifestaram. ?Cada um falou o que queria, chegamos a um bom acordo: o Campeonato Brasileiro é o torneio mais importante do ano para a gente, agora?, contou o volante Marcelo Mattos, impressionado com a primeira crise no Corinthians. ?Não estava acostumado com isso. No São Caetano, se perdêssemos dois jogos seguidos, não aconteceria nada?, comentou.Os jogadores garantem que não ficaram surpresos pela manutenção do técnico Daniel Passarella no cargo. ?Ele está fazendo um bom trabalho, ficamos 11 jogos sem perder?, lembrou Marcelo Mattos. ?Se tivéssemos passado pelo Figueirense, todo esse tumulto não teria acontecido.?Depois da conversa, o elenco está disposto a buscar a recuperação no Campeonato Brasileiro e esquecer o rótulo de ?galácticos?. ?Essa fama nos atrapalhou, até agora, porque do outro lado existe um adversário de qualidade?, disse Marquinhos. ?É preciso correr, em campo, para ganhar. Só com o nome não se vence.?ROGER - Além da entrada de Marquinhos no lugar de Sebá, o meia Roger ganha nova oportunidade. O esquema com três zagueiros está mantido e nas demais posições a equipe será a mesma que foi eliminada da Copa do Brasil, nos pênaltis, em Santa Catarina. Curiosamente, depois do treino coletivo, que durou 40 minutos, vários jogadores fizeram treino de cobranças de penalidades.

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