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José Patricio/Estadão

Secretário de Esportes quer modernizar Pacaembu para arena

Celso Jatene diz que palavra final é de prefeito de São Paulo e que mesmo com poucos jogos, estádio não fechará balanço no vermelho

Vanderson Pimentel, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2014 | 11h01

Com a construção da Arena Corinthians e a reforma do Palestra Itália, o Pacaembu deve receber uma quantidade muito pequena de jogos de futebol nos próximos tempos. No entanto, nem mesmo a ameaça do estádio virar uma espécie de elefante branco assusta os administradores públicos, que pretendem levantar um projeto para modernizá-lo.

Secretário de Esportes da cidade de São Paulo, Celso Jatene revelou nesta quarta-feira que deseja realizar um chamamento público e arranjar um parceiro para reformar o estádio, inaugurado em 1940, e transformá-lo em uma arena moderna. "É um chamamento que é bem claro, dividido em duas partes, a primeira é a apresentação do projeto e a comprovação de que existe a real probabilidade de executar o projeto apresentado e a segunda parte é a finalização do projeto propriamente dito", disse.

Mesmo fazendo questão de dizer que o projeto, feito entre a Secretaria de Esportes e a empresa da prefeitura SP Negócios, é algo que ainda vem sendo discutido internamente, Jatene enfatiza que a decisão sobre a ideia será dada por Fernando Haddad. "Estabelecemos um critério de qualidade para a modernização do estádio muito bom, baseado em um padrão Fifa Conmebol. Porém, hoje o Pacaembu fica como está. Quem vai dar a palavra final é o prefeito."

Em abril deste ano, o Estado relatou que para manter o estádio, a Secretaria gasta aproximadamente R$ 5 milhões por ano com o complexo, que também possui piscina, quadra de tênis, ginásio poliesportivo, além de 120 funcionários. Mesmo com grande estrutura, os custos mais altos estão relacionados ao gramado do local, que gira em torno de de R$ 60 a 80 mil por mês. Apesar disso, o secretário afirma que a conta vai fechar "tranquilamente", embora não receba mais tantas partidas.

"O que era quase insuportável para o Pacaembu era realizar 76 jogos por ano como foi em 2013. Se fizer 20 jogos, ele sobrevive tranquilamente, mas ele também sobrevive se não fizer nenhum. O custo fixo do Pacaembu está inserido no orçamento da Secretaria de Esportes. É lógico que chega a ser triste o estádio passar muito tempo sem receber jogos de futebol profissional, mas com aquela quantidade absurda de jogos, ele tinha muito mais uma possibilidade de despesa do que de receita", explicou Jatene.

Conselheiro vitalício do Santos, Jatene, que na quarta-feira esteve no lançamento oficial da candidatura à presidência de Fernando Silva, negou que caso seu candidato seja eleito, tentará levar mais jogos da equipe praiana ao Pacaembu. "Eu não serei diretor do Santos até pela minha função pública. Não tenho nenhum poder de decisão e nem quero ter sobre quando e onde o Santos vai jogar. Isso é uma decisão que vai ser da diretoria do clube. Conheço bem o meu lado, sou apaixonado pelo Santos, mas eu tenho que cuidar da gestão do esporte no município", disse o secretário, que afirmou ainda que a prefeitura não pretende fazer parceria com nenhum clube para dividir os custos do estádio.

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