Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Secretário de Guedes diz que jogos de futebol podem ser retomados em breve, com portões fechados

Carlos da Costa afirma que vem mantendo conversas com a CBF e que serão adotados protocolos para garantir a segurança de jogadores

Lorenna Rodrigues e Eduardo Rodrigues, de Brasília, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2020 | 16h23

O secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, disse que jogos de futebol poderão ser retomados com portões fechados "em breve". 

O secretário disse que vem mantendo conversas com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e que serão adotados protocolos para garantir a segurança de jogadores e todos os participantes.  

"Isso será em breve. O povo brasileiro está em casa e quer assistir seus jogos de futebol, os campeonatos têm que ser retomados", afirmou, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto. "Não tem porque segurar a economia e impedir as empresas de, desde que não tenha impacto na saúde, voltar a funcionar". 

Costa reforçou que o governo trabalha para retomar a atividade econômica "de forma responsável". "Precisamos voltar a produzir. Precisamos ter futebol, reabrir bares e restaurantes, indústrias. Isso precisa ser feita de forma planejada, com protocolos e sem colocar em risco a saúde das pessoas", defendeu. 

O governo federal editou hoje a Medida Provisória 958, que libera empresas e pessoas físicas de uma série de obrigações para que tenham acesso facilitado ao crédito bancário e sofram menos os impactos econômicos decorrentes da pandemia do novo coronavírus no País. Na lista de facilidades, a MP dispensa os bancos públicos de exigirem dos clientes a apresentação de certidões de quitação de tributos federais, certificado de regularidade do FGTS e comprovante de regularidade eleitoral. A isenção não alcança tributos previdenciários.

"Não adianta facilitarmos os crédito se as empresas estão fechadas. Estamos trabalhando em plano de retomada econômica para voltar de forma cautelosa", reforçou Costa. 

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