Felipe Rau/Estadão
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Segue o líder

O Palmeiras penou um bocado, mas volta do Rio ainda com folga na frente

Antero Greco, O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2018 | 04h00

Havia preocupação de que o Palmeiras pudesse sentir, no Brasileiro, o desgaste provocado pelo duelo com o Boca Juniors no meio da semana. A junção de viagens de ida e volta para Buenos Aires, jogo intenso, derrota e preocupação com o futuro na Libertadores tenderia a tornar mais árdua a tarefa diante do Flamengo. Esses temores quase deram o ar da desgraça no início da noite de sábado no Maracanã. A rapaziada de Felipão esteve solta, evitou o segundo revés em quatro dias, impediu que crescesse a sombra do rival e manteve vantagem na corrida pelo título. 

As mexidas obrigatórias em princípio bagunçaram o coreto palestrino. Dessa vez, não teve time A (aquele das Copas), nem B (o da Série A), tampouco o C (mistura de ambos e que parecia o ideal). Num primeiro momento, ficou a impressão de que se tratava de catadão, com diversos jogadores de qualidade, porém sem entrosamento. Como atenuante, e importante, é preciso citar baixas de Marcos Rocha, Maike, Deyverson, Bruno Henrique, Lucas Lima. O primeiro estava contundido; os demais, suspensos. 

E foi o talento que superou dificuldades, já que Felipão preservou titulares importantes para o tira-teima da quarta-feira com os argentinos. A missão no Allianz Parque apresenta dificuldade enorme, pois será preciso no mínimo devolver os 2 a 0 e decidir nos pênaltis. Como a vaga está por um fio, resolveu arriscar menos no compromisso local e guardar forças para o internacional. Faz sentido, porque manteria a liderança no plano local, mesmo com derrota, e continua a depender só de si para pôr a mão no troféu.

Claro que correu risco. O Flamengo, em recuperação desde a chegada de Dorival Júnior, tinha o último confronto com concorrente direto e não podia desperdiçar a oportunidade. Tanto que tomou a iniciativa, pressionou, apostou no esgotamento verde. Assustou, porém não o suficiente para encurtar a distância para um ponto de diferença. No final, teve o empate. 

O efeito principal da passagem pelo Rio é a retomada da autoestima. Se ficou um tanto abalada pela exibição fraca na Bombonera, agora se recompõe e pode ter desdobramentos benéficos para a quarta-feira. E com autocrítica, para evitar bobagens que provocaram os 2 a 0 para os argentinos. Na verdade, a Libertadores tende a ser sonho desfeito _embora não se deva jogar a toalha antes do tempo. O Brasileiro é objetivo bem alcançável. Então, que jogadores e técnico acreditem no hexa (pela contagem de 1971 para cá), ou no deca (na recontagem oficial da CBF). 

A virada verde, iniciada no segundo turno, tem tudo para ser irreversível.

Devaneio tricolor

Falei em sonho em parágrafo acima e reutilizo o termo aqui. O São Paulo volta a vislumbrar a Libertadores no horizonte para 2019. O ânimo veio com o 1 a 0 no Vitória na sexta-feira, que o deixou novamente firme entre os quatro primeiros. Não foi exibição de encher os olhos; porém, encerrou jejum de triunfos. Ainda assim, o retrospecto no returno não empolga, já que são 15 pontos em 36 disputados. Se Diego Aguirre tirou algo de positivo, além dos três pontos, foi outra atuação muito boa de Luan, jovem meio-campista recentemente promovido para o time principal. Tomara se consolide como alternativa para o restante da temporada e para o ano que vem, até aparecer um estrangeiro para levá-lo embora...

Bronca de colorados

O Inter subiu nas tamancas por causa do pênalti em cima da hora que lhe roubou o triunfo diante do Vasco. Com razão. Não foi falta de Cuesta sobre Kelvin nem em São Januário nem na China. Os gaúchos haviam sido prejudicados nos 2 a 2 com o Santos, em Porto Alegre, na semana passada. 

 

 

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