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Segurança aérea não vai prejudicar voos durante a Copa do Mundo

Aeronáutica bloqueará o acesso sobre as arenas. Jatos E-99 de alerta avançado serão usados

Roberto Godoy, O Estado de S. Paulo

28 de maio de 2014 | 07h05

SÃO PAULO - Nenhum voo comercial regular e identificado sofrerá atraso ou será cancelado durante o período dos jogos da Copa por causa da segurança aérea da competição. O esquema de controle do tráfego desenvolvido pelo Comando da Aeronáutica prevê a coordenação de alta precisão do sistema, empregando recursos eletrônicos em terra e no ar: dois jatos E-99 de alerta antecipado do Esquadrão Guardião, de Anápolis, equipados com antenas dorsais, reforçarão a vigilância e a coordenação.

O E-99 AEW é fabricado pela Embraer. A aviação militar opera cinco deles e mais três de coleta de dados de inteligência. A plataforma é o ERJ-145, civil, para 50 passageiros. Os dois foram submetidos a um processo intermediário de revitalização da tecnologia embarcada. O radar permite atuar em um raio de 350 km. A modernização da frota de cinco AEW vai custar R$ 430 milhões.

De acordo com a Força Aérea, caças supersônicos F-5M e turboélices de ataque A-29 Super Tucano estarão em missão nos dias de jogos, armados e prontos para decolar em minutos - nesse regime, os pilotos permanecem a bordo, à espera da ordem de partida.

A rigor, um certo número ficará em patrulha, em ação bem antes que a movimentação nas arenas comece. Helicópteros artilhados Sabre e Blackhawk poderão cumprir tarefas especiais.

O início do círculo de restrição ao voo está a 100 km do eixo central do estádio. A referência para o marco zero é o meio de campo. É a Zona Branca, e nela poderão entrar aeronaves com plano de voo registrado. Mais perto, a 12,6 km, está a Zona Amarela, proibida a táxis aéreos e aos aviões executivos.

No círculo a 7,2 km de distância, a Zona Vermelha é fechada. No setor só entrarão as aeronaves da frota de segurança, as autorizadas pelo Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro e as unidades de filmagem, identificadas antecipadamente.

OLHO DIGITAL 

No dia 12, na Arena Corinthians, e em 13 de julho, no Maracanã, as zonas de exclusão serão acionadas com antecedência de três horas, na abertura, e de quatro horas, no encerramento. Na primeira fase a interdição começa uma hora antes de cada jogo e termina três horas depois. Após essa etapa o padrão muda pouco: uma hora, antes, e quatro horas após o apito final.

O brigadeiro Antonio Carlos Egito do Amaral, comandante do Comdabra, espera que a rotina diária possa ser retomada sobre as cidades-sede, "quando 70% dos torcedores já estiverem fora das arenas e dispersos pela área após a saída".

Apenas 1% dos voos comerciais programados para a Copa sofrerão efeitos do plano de segurança, diz o Chefe do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea, coronel Ary Rodrigues Bertolino. Aeroportos alternativos foram preparados para receber e reencaminhar passageiros das aeronaves desviadas por causa de condições climáticas.

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