Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Segurança da Copa do Mundo contará com 157 mil homens

Agentes da polícia e das Forças Armadas terão as manifestações como maior preocupação durante o Mundial

O Estado de S. Paulo,

27 de maio de 2014 | 05h08

BRASÍLIA - O Brasil terá 157 mil homens, entre integrantes das Forças Armadas e policiais, para fazer o trabalho de segurança durante a Copa do Mundo. A maior preocupação das autoridades brasileiras são os protestos que certamente vão acontecer nas 12 cidades que receberão jogos do Mundial - e provavelmente também em algumas que não terão partidas do torneio.

 

Dos 157 mil agentes de segurança que vão trabalhar na Copa, serão 57 mil integrantes das Forças Armadas - 35 mil homens do Exército, 13 mil da Marinha e nove mil da Aeronáutica, ao custo de R$ 709 milhões para o Ministério da Defesa. A informação foi dada na sexta-feira pelo ministro responsável pela pasta, Celso Amorim. Ele considera que as tropas estão preparadas para encarar o desafio de garantir a realização de um Mundial com segurança.

 

"Nossas tropas estão absolutamente treinadas e equipadas para o ambiente específico da Copa", afirmou Amorim, que revelou que 21 mil dos 57 mil homens das Forças Armadas estarão em estado de alerta para as situações que exijam resposta imediata. Ele acredita que falta de experiência não será um problema no Mundial. "Tivemos observadores militares atuando em eventos internacionais como a Copa de 2010, na África do Sul, e a Olimpíada de Londres, em 2012."

 

Os militares estarão espalhados pelas 12 cidades-sede do Mundial e também por algumas cidades que vão receber seleções para treinamento, como Vitória, Aracaju e Maceió. O plano de segurança para a competição se baseia em dez pontos principais, entre eles controle do espaço aéreo, defesa de áreas marítimas e fluviais e de estruturas estratégicas, inteligência, prevenção e combate ao terrorismo e defesa química.

 

PROTESTOS

Uma das funções mais importantes das Forças Armadas na Copa será ajudar a polícia a proteger as fronteiras do Brasil, mas a maior preocupação das autoridades estará bem perto do centro dos acontecimentos futebolísticos. Protestos são esperados em todas as cidades envolvidas no Mundial, especialmente nos dias de jogos. Ainda assim, o governo tenta passar uma mensagem tranquilizadora. José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, disse não acreditar que as manifestações serão tão grandes quanto as ocorridas em junho do ano passado, durante a disputa da Copa das Confederações.

 

"A nossa sensação é que os protestos terão uma dimensão menor do que os de junho do ano passado", opinou o ministro. "Agora, falando sinceramente, nós estamos preparados para qualquer situação."

 

Na Copa das Confederações, que contou com o trabalho de 19,4 mil integrantes das Forças Armadas, os protestos assustaram as seleções participantes e os dirigentes da Fifa. Alguns convidados da entidade chegaram a desistir de ir a um jogo em Salvador por medo de serem agredidos por manifestantes.

 

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