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JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão

Segurança de Copa do Mundo para jogo do Palmeiras na arena

Na partida contra o Atlético-PR, vão trabalhar cerca de 500 homens para fazer a segurança da partida, considerada de alto risco

Ciro Campos, Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2014 | 07h01

O esquema de segurança para a partida de domingo entre Palmeiras e Atlético-PR no Allianz Parque será semelhante ao de um jogo da Copa do Mundo. O Ministério Público, a Polícia Militar e representantes da WTorre e do clube fizeram uma vistoria na arena nesta quarta-feira para detectar possíveis falhas de segurança e garantir a integridade de todos os torcedores que forem ao jogo.

Após uma inspeção minuciosa no estádio e reuniões sobre o assunto, ficou decidido que, por ser considerado um jogo de altíssimo risco, 500 seguranças estarão na partida, sendo 250 policiais militares e 250 seguranças particulares contratados pelo Palmeiras. Além disso, serão distribuídos na porta do estádio panfletos para conscientizar os torcedores da importância de se comportarem antes, durante e depois da partida.

O sistema de câmeras no estádio, apelidado de "Big Brother" também será utilizado. As modernas câmeras da arena permitem visualizar o comportamento dos torcedores presentes no estádio, inclusive com uma resolução boa o suficiente para ver o rosto deles.

Apesar da preocupação com possíveis atos violentos da torcida em caso de rebaixamento, tanto Palmeiras quanto WTorre sempre quiseram o jogo na arena, porque financeiramente é um bom negócio e os jogadores podem aproveitar o clima para ganhar um novo ânimo, já que, geralmente os palmeirenses contam com apoio das arquibancadas do início do fim.

O problema é que o promotor Paulo Castilho dizia estar preocupado com a possibilidade de atos violentos por causa da dificuldade que os policiais teriam por ainda não conhecerem a fundo o estádio. Na partida contra o Sport foram detectadas algumas falhas sem muita importância de segurança que poderiam ser solucionadas facilmente, mas a relevância da partida de domingo acabou potencializando os riscos. Mas, após muita discussão, o jogo foi mantido na arena.

O promotor também alertou para o fato de a Rua Turiaçu, uma das vias principais de acesso ao estádio, ser muito estreita e dificultar a saída e chegada das delegações e dos torcedores. E falta também que a WTorre entregue para a Polícia o mapa da arena, para que seja montada uma estratégia mais equilibrada e detectados os pontos mais perigosos.

VENDAS CONTINUAM

A preocupação com a segurança é tão grande que o Atlético-PR anunciou nesta quarta-feira que abriu mão de sua cota de ingressos. Até a tarde de quarta-feira foram vendidos oito mil ingressos para a partida, e a comercialização está sendo feita priorizando os sócios do Avanti mais assíduos em partidas, como aconteceu diante do Sport. Ainda não foi definido o que será feito com os ingressos que seriam destinados para o clube paranaense. O Palmeiras vai tentar aproveitá-los e aumentar a carga de bilhetes. Outra possibilidade é que o setor destinado aos visitantes fique vazio. 


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