Segurança do clássico preocupa Santos

O Santos não se conforma com a anulação do clássico contra o Corinthians e deve entrar com recurso para que a decisão seja revista. O presidente Marcelo Teixeira vai participar da reunião do Clube dos 13 marcada para esta terça-feira para discutir a questão e hoje teve um encontro com o comando da Polícia Militar para discutir a segurança do novo clássico, que será disputado com portões abertos e deve ser um jogo de risco. Além de achar que haverá problemas de segurança, salientou os custos de uma partida dessas: R$ 76 mil só com os custos do jogo, fora a concentração em hotel e o prêmio dos jogadores. "Quem vai pagar?", perguntou Teixeira. "Estamos como sempre acatando a decisão da Justiça Desportiva, mas é uma liminar e estamos estudando todas as formas e maneiras para defender o clube e para que esse caso tenha o máximo de justiça". Mas ele acha que "o Santos é vítima desse processo, pois disputou uma partida lícita?, disse. Segundo ele, em nenhum momento o árbitro interferiu em favor do Santos. Fora a questão legal, a marcação do clássico para o dia 12, feriado nacional, atrapalhou a vida do clube, que havia cedido a Vila Belmiro à prefeitura para as comemorações do dia da criança, com programação para o dia todo. Nesse caso, ele pleiteia a marcação de uma nova data para o jogo. Marcelo Teixeira estava preocupado também com a divulgação de que o clássico será disputado com os portões abertos. Isso porque a capacidade da Vila Belmiro é para 20 mil espectadores e pode haver tumulto provocado por aqueles que não conseguirem entrar. Uma sugestão da Polícia Militar é de distribuir antecipadamente convites. "Nós não temos como distribuí-los até porque as catracas são eletrônicas e exigem que tenhamos um modelo de ingresso". Isso não está ainda definido, mas ele sabe que não pode abrir os portões na hora do jogo e fechá-los quando o estádio ficar lotado. Outro ponto destacado pelo presidente santista foi que os convites distribuídos serão negociados. "Estaremos oficializando o mercado paralelo num clássico entre Santos e Corinthians". A separação das torcidas foi outra questão levantada e será difícil distribuir os torcedores de cada time para evitar confrontos. PM - O tenente-coronel Cláudio Trovão esclareceu que a PM procurou o Santos depois de saber da marcação do jogo para a adoção de algumas medidas para as condições mínimas de segurança. "Se não forem adotadas algumas medidas e recomendações da Polícia Militar, o que está em jogo é uma situação de maior ou menor risco de vida ou de integridade física do torcedor", advertiu o comandante. Ele já havia passado por uma experiência de jogo de juniores disputado com portões abertos. "O risco de um confronto e uma perturbação da ordem é muito maior de portões abertos e sem controle da capacidade do estádio, que tem de ser obedecida". Por isso, a PM recomendou a distribuição dos convites. "Se for mantida a condição de portão aberto sem a distribuição antecipada de convites, o risco será maior por parte daqueles que permanecerem do lado de fora. A quantidade de torcedores será bem maior do que a capacidade, o animo e a motivação é para entrar. Se não conseguirem, haverá uma frustração, que pode ser motivo de revolta e conflitos". NELSINHO - O técnico Nelsinho Baptista achou injusto a anulação do clássico. "Não houve envolvimento de nenhum jogador, de nenhum dirigente e de nenhum clube". Para ele, o escândalo "é um caso de polícia, não é caso para o STJD analisar e determinar a realização de novos jogos. Tudo isso foi prejudicial ao futebol o os clubes não concordam com isso".

Agencia Estado,

03 de outubro de 2005 | 19h58

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