Seis corintianos indiciados por confusão

Seis torcedores corintianos foram indiciados nesta quarta-feira pela Polícia Civil por causa da confusão ocorrida no domingo antes do clássico entre Palmeiras e Corinthians e responderão às acusações em liberdade. Dois deles enquadrados no artigo 121, por tentativa de homicídio qualificado e os outros quatro acusados de rixa qualificada. Até agora a Polícia Civil não tem nenhum suspeito da morte do palmeirense Diogo Lima Borges, de 23 anos, baleado com um tiro no abdômen.Logo após o confronto na Estação Tatuapé do Metrô, domingo, 54 pessoas foram detidas e liberadas após os depoimentos. ?Estamos recolhendo todas as provas possíveis para descobrir mais culpados?, afirmou Luiz Carlos do Carmo, delegado da 5.ª Seccional da Polícia Civil. Os dois acusados por tentativa de homicídio já foram identificados por testemunhas de terem espancado o torcedor Osvaldo José de Moraes, que se encontra hospitalizado com traumatismo craniano. Michel de Lima Santos e Cristiano de Morais Souza não tiveram a prisão preventiva solicitada. Mas Luiz Carlos não descarta esta hipótese. ?Queremos enquadrá-los também no crime de formação de quadrilha. Mas para isso é preciso descobrir outros culpados.? A Polícia já analisou as imagens fornecidas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Dos 54 detidos inicialmente, quatro aparecem nas imagens e vão responder pelo crime de rixa qualificada. Segundo o delegado, toda a confusão foi armada no site de relacionamentos Orkut. ?Eles combinaram o horário e o local. Foi tudo premeditado.? Ainda nesta quarta a Polícia recebeu uma outra fita com imagens do Metrô, que vai ser analisada nesta quinta. Serpa - Visivelmente irritado e constrangido com as manifestações das torcidas organizadas sobre a falta de diálogo com a Polícia Militar, o coronel Luis Serpa, comandante do 2º Batalhão de Choque, resolveu que vai se manifestar apenas por meio do departamento de imprensa da PM. As torcidas organizadas de São Paulo dizem que cansaram de mandar ofícios e procurar a PM para mostrar pontos mais perigosos e locais de possíveis confrontos entre as torcidas.

Agencia Estado,

19 de outubro de 2005 | 20h28

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