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Seis dias após mal súbito no gramado, Eriksen tem alta médica na Dinamarca

Jogador foi submetido a uma cirurgia para colocação de aparelho eletrônico que solta uma descarga elétrica em caso de parada cardíaca

Redação, O Estado de S. Paulo

18 de junho de 2021 | 14h15

O meia dinamarquês Christian Eriksen recebeu alta do hospital Rigshospitalet, em Copenhague, nesta sexta-feira, 18. A informação foi confirmada pela Federação de Futebol da Dinamarca. Seis dias atrás, o jogador de 29 anos sofreu parada cardíaca em campo durante o jogo de estreia da sua seleção na Eurocopa, em Copenhague. O episódio comoveu o mundo esportivo. Eriksen permaneceu 15 minutos sendo atendido no gramado, com massagens cardíacas, diante dos companheiros e dos torcedores no estádio.

Eriksen vai continuar o período de recuperação em sua residência. O jogador recebeu alta de uma operação bem-sucedida para a colocação de um cardioversor desfibrilador implantável (ICD, na sigla em inglês) em seu coração. O atleta também recebeu a visita dos seus companheiros da seleção dinamarquesa. 

"A operação correu bem e estou indo bem, de acordo com as circunstâncias médicas. Foi muito bom ver os caras novamente depois do jogo fantástico que fizeram na noite passada (quinta-feira, diante da Bélgica). Não há necessidade de dizer que estarei torcendo por eles na segunda-feira contra a Rússia", escreveu o atleta em mensagem divulgada pela Federação de Futebol da Dinamarca. 

O aparelho que Eriksen passou a utilizar solta uma descarga elétrica em caso de parada cardíaca e atua também como marca-passo. O aparelho envia impulsos elétricos quando a frequência cardíaca é muito lenta, com o objetivo de evitar uma doença. Além desta função, também pode tratar de um ritmo muito rápido de patimentos cardíacos.

Ainda não há informações se o dinamarquês vai poder voltar a atuar pela Inter de Milão, seu clube atual. Outros jogadores, como o holandês Daley Blind, conseguiram prosseguir com a carreira no esporte depois da implantação do aparelho, que permite controlar e regular o ritmo cardíaco.

O jogador terá de realizar uma minuciosa investigação das possíveis causas da súbita parada cardíaca. Com passagens pelas principais ligas europeias, o dinamarquês nunca teve qualquer cardiopatia identificada. Na Itália, por exemplo, há leis rígidas que não permitem atletas com sérios riscos cardíacos competirem no alto rendimento.

No último sábado, nos últimos minutos do primeiro tempo da partida entre Dinamarca e Finlândia, Eriksen caiu no gramado de repente. Foi atendido no gramado pelos médicos, que tentaram reanimá-lo por quase 15 minutos. Só foi transferido para o hospital após estar estabilizado.

No domingo, o médico da seleção, Morten Boesen, afirmou que não tinha explicação para o ocorrido. "Ele se foi, fizemos uma massagem cardíaca para reanimá-lo. Foi uma parada cardíaca. Quão perto estávamos? Não sei. Nós o trouxemos de volta depois de uma desfibrilação", declarou.

Na Eurocopa, a Dinamarca sofreu duas derrotas nas duas primeiras partidas (Finlândia, no dia da parada cardíaca de Eriksen, e Bélgica). A equipe encerra sua participação na primeira fase na segunda-feira, diante da Rússia. 

 

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