Uwe Anspach/EFE
Uwe Anspach/EFE

Seleção alemã dorme no Stade de France antes de voltar para casa

Time de Löw não 'teve ânimo para atravessar Paris' após atentados

O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2015 | 14h39

O resultado do jogo no Stade de France, sexta-feira, em Paris, foi o que menos importou para franceses e alemães. No amistoso sob uma Paris em ataque, a França se fez mais forte que os campeões do mundo e venceu por 2 a 0. Após o jogo, como centenas de torcedores apavorados com os ataques terroristas na capital francesa, a delegação alemã recusou-se a atravessar a cidade para se alojar antes de retonar para seu país, de modo que decidiu permanecer no Stade de France, onde todos os jogadores dormiram, assim como os membros da comissão técnica, de acordo com o jornal espanhol Marca.

Os organizadores da Uefa ajeitaram dependências especiais para a turma de Joachin Löw dentro do Stade de France, onde todos permaneceram até a manhã deste sábado.

Centenas de torcedores franceses que estavam nas cadeiras do estádio também decidiram não deixar o Stade de France de imediato. Todos foram orientados a ganhar o campo e ali esperar por notícias seguras do que estava acontecendo do lado de fora. Naquele mesmo instante, Paris estava sendo atacada. Durante o jogo, os jogadores e todo os presentes puderam ouvir o estouro de bombas na imediações.

A delegação da Alemanha foi orientada a permanecer no local. Somente nesta manhã, os jogadores partiram direto para o aeroporto de Paris com destino a Frankfort. "Não nos encontramos com ânimo para cruzar Paris, disse Oliver Bierhoff, gerente da seleção da Alemanha. Tanto ele quanto o técnico Joachin Löw já haviam expressado, após a partida e ao receber as informações do que estava acontecendo em Paris, profunda comoção com os atentados e mortes.

O time alemão viveu na pele parte desse terrorismo em Paris, quando ainda na manhã da sexta tiveram de deixar o hotel onde estavam hospedados por causa de uma ameaça de bomba, que depois não se confirmou. A delegação foi transferida para o complexo de Roland Garros, de onde saiu para a partida contra a França.

Do Stade de France ao aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, o time de Löw embarcou em carros da Lufthansa com policiais franceses fazendo a escolta. Pouco antes das 9h da manhã, todos já estavam no aeroporto. A volta dos alemães estava prevista para domingo.

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