Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Seleção brasileira admite surpresa com as manifestações de apoio da torcida

Equipe vê ambiente hostil se transformar em movimento favorável e de apoio nas partidas

Mateus Silva Alves - Enviado Especial, O Estado de S. Paulo

14 de junho de 2013 | 08h02

BRASÍLIA - Não há como negar: disputar a Copa das Confederações e a Copa no Brasil é algo que preocupa os jogadores e a comissão técnica da seleção brasileira. O nível de exigência da torcida é tão grande que se transforma em vaias, como ocorreu no amistoso contra o Chile, no Mineirão. Mas essa sensação está se desfazendo e o pessimismo se transforma em confiança.

A mudança começou no Maracanã, por ocasião do amistoso contra a Inglaterra, no começo do mês. O público carioca é um dos mais exigentes do País e, por isso, esperava-se por demonstrações de mau humor ao menor sinal de futebol ruim, mas não foi o que aconteceu. A torcida manteve o apoio mesmo quando o time levou a virada dos ingleses. O único a sofrer “marcação” dos cariocas foi Hulk, que teve de ouvir o tempo todo o pedido para que Lucas entrasse em seu lugar.

Uma semana depois, o cenário foi outro, mas o enredo não mudou. Em Porto Alegre, os torcedores se mostraram pacientes até nos momentos em que a França dominou o Brasil, no primeiro tempo do amistoso. E os gaúchos acabaram recompensados com a vitória por 3 a 0. Mais uma vez, sobrou para Hulk, o patinho feio da seleção.

O tratamento carinhoso da torcida à seleção, visto também nos dias que a equipe passou em Goiânia, deixa os jogadores felizes e surpresos. “Os jogos no Brasil estão nos surpreendendo. No Maracanã, em Porto Alegre e em Goiânia, o povo foi receptivo e caloroso. Para nós, é muito importante sentir o carinho da torcida”, comentou o goleador Fred. “Tive a felicidade de voltar ao Maracanã e receber o carinho do torcedor. Só espero que façamos por merecer esse carinho”, disse o capitão Thiago Silva.

A conquista de corações e mentes dos brasileiros é uma das prioridades de Luiz Felipe Scolari, que está empenhando seu carisma na tarefa de convencer a torcida de que vale a pena voltar aos tempos em que a seleção era uma indiscutível paixão nacional. A estratégia deu certo para ele em Portugal, durante a Eurocopa de 2004, e começa a dar seus frutos agora.

A prova de fogo será amanhã, na estreia, contra o Japão, em Brasília. Se a torcida apoiar o time de Felipão até o fim, esteja a partida como estiver, ficará evidente que o tempo das vaias se perdeu no passado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.