Wilton Junior/Estadão 
Wilton Junior/Estadão 

Seleção brasileira de Dunga quer fechar o ano de 2014 em alta

Homem de confiança do treinador, Claudio Taffarel fala em apagar a histórica derrota para a Alemanha na Copa do Mundo

Jamil Chade - Enviado especial a Viena, O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2014 | 07h00

A seleção brasileira começa nesta sexta-feira em Viena sua etapa final de treinamentos de 2014 e, na terça-feira, enfrenta na capital austríaca os donos de casa na última partida de um ano que entra para a história do futebol brasileiro por causa da vergonhosa derrota por 7 a 1 para a Alemanha no Mundial. E a meta da nova comissão técnica é ver o time fazer mais uma boa partida, para terminar o ano em alta.

Claudio Taffarel, um dos homens de confiança do técnico Dunga na seleção, apresenta os objetivos para esse final de ano. "A meta é terminar o ano em alta e, em 2015, vamos trabalhar na formação de uma equipe competitiva", explicou ao Estado. "Queremos começar a apagar o que aconteceu na Copa. A impressão que deixamos ao final do Mundial foi triste. Agora, queremos deixar uma última impressão positiva, na esperança de que é a última impressão a que fica", disse.

Em cinco jogos com Dunga, o Brasil marcou 12 gols e não sofreu nenhum. Nesta semana, o time foi ovacionado pelos turcos, em Istambul, depois dos 4 a 0 contra a seleção local.

Os jogadores tiveram um dia de folga na Turquia na última quinta-feira. Alguns fizeram trabalho físico no hotel, enquanto outros receberam as famílias. Outros ainda foram fazer turismo. A partir de hoje, Dunga terá os 23 jogadores para quatro treinamentos seguidos, um luxo no calendário internacional.

Em 2015, o primeiro amistoso está marcado para o final de março, possivelmente em Paris contra a França. Depois, Dunga vai convocar os jogadores que estarão na Copa América. Taffarel sabe que a humilhação na Copa do Mundo não será apagada com amistosos. Mas diz que o assunto pelo menos deixou de fazer parte das conversas entre os jogadores. "Não se fala disso entre nós. Mas é claro que todos temos isso em mente. Não há como não pensar nessa situação."

Neymar e Willian, peças centrais do time, adotam o mesmo discurso. “Precisamos aprender com o passado para evitar que aquilo se repita”, disse o craque do Barcelona.

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