Seleção brasileira deixa luxo e fica na Vila Olímpica de Pequim

Os gastos milionários daConfederação Brasileira de Futebol (CBF) para hospedar aseleção brasileira não fazem parte da estratégia da comissãotécnica que tentará o inédito ouro na Olimpíada de Pequim,disse nesta quinta-feira o auxiliar-técnico Jorginho. A equipe nacional vai ficar na Vila Olímpica para manter oespírito olímpico presente na seleção nacional, a partir daconvivência com atletas de outros esportes, incluindo os menosbadalados, tanto do Brasil como do exterior. "Quem quer conquistar e está preocupado com uma medalhaolímpica não pode se preocupar com algum tipo de dificuldade.Eu já fiquei em uma Vila Olímpica e o (técnico) Dunga também.Não tem nenhum mistério", disse Jorginho a jornalistas. Antes do fracasso da Copa do Mundo da Alemanha, a seleçãodo técnico Carlos Alberto Parreira ficou isolada em um luxuosocastelo na cidade de Weggis, na Suíça. Na ocasião o Brasil também evitou os tradicionaistreinamentos na Granja Comary, em Teresópolis, onde ostorcedores podiam ter contato com os astros. A preocupação da comissão técnica é com o possível assédiode atletas de outros países às estrelas brasileiras que vãodisputar os Jogos de Pequim, como Robinho, Kaká e AlexandrePato --nomes quase certos na lista de Dunga.Para o auxiliar-técnico, o lado positivo de ficar na VilaOlímpica é o fato de a comissão não ter de se preocupar com oshorários dos jogadores. "Lá tem horário para comer e para voltar", disse. Durante a estada na Suíça em 2006, vários jogadores doBrasil foram flagrados na noite de Weggis. (Por Rodrigo Viga Gaier)

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