Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Seleção brasileira enfrenta o México para garantir a vaga na semifinal

Brasil se garante na próxima fase da Copa das Confederações se derrotar os mexicanos e a Itália bater o Japão

Sílvio Barsetti - Enviado Especial, O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2013 | 07h56

FORTALEZA - Uma equipe veloz, com toques rápidos e tabelas envolventes. Mas, principalmente, com o potencial de improviso de Neymar, Fred, Oscar ou outro capaz de desequilibrar pelo talento e habilidade em lances individuais. É assim que o técnico Luiz Felipe Scolari espera ver o Brasil derrotar o México, no Castelão, às 16 horas, para chegar aos seis pontos e logo em seguida, às 19 horas, torcer por um empate ou vitória da Itália sobre o Japão, no Recife.

 

Se essa combinação provável se confirmar, o Brasil garantirá à passagem para a semifinal da Copa das Confederações. Depois, no sábado, enfrentaria a Itália, em Salvador, só para definir o primeiro lugar do Grupo A. "Precisamos vencer duelos individuais para ter uma supremacia", declarou o técnico.

 

Felipão disse que Neymar vai ter liberdade para criar pelos dois lados e pelo meio e também cumprirá o papel de atrapalhar a saída de bola do México.

 

Após derrotar o Japão na estreia por 3 a 0, Felipão deu prioridade a um aspecto, visível nos treinamentos: exigir dos homens de frente, incluindo Fred, uma movimentação mais constante a fim de confundir a marcação adversária.

 

O treinador admitiu que no jogo com os asiáticos os zagueiros Thiago Silva e David Luiz não tinham "comunicação" com o meio campo. Por isso, optaram várias vezes por longos lançamentos, quase todos infrutíferos. Isso ocorreu porque Hulk e Oscar, o principal responsável por armar as jogadas de ataque, não conseguiram se livrar da marcação do Japão.

 

"O México vai vir com duas linhas de quatro. Eles são rápidos em se recompor quando perdem a bola", comentou Felipão, durante entrevista no Castelão.

 

Felipão avalia que houve uma evolução tática na sua equipe desde o amistoso com a Inglaterra, há três semanas, no Rio. Depois, o Brasil passou fácil pela França por 3 a 0 em Porto Alegre e repetiu o placar contra o Japão, na primeira rodada da Copa das Confederações. No entanto, ele sabe que a defesa também necessita de ajustes. "Um melhor posicionamento", disse. Isso pode vir com a sequência de jogos, com o entrosamento da equipe.

 

DEFESA PREOCUPA

 

A dupla de zaga, sem uma proteção mais eficaz do meio campo, deixou Julio Cesar em situação difícil três vezes contra o Japão. Contra o México, o técnico sabe que alguma falha no setor pode definir a partida.

 

Sua preocupação com a "organização defensiva" do time, expressão utilizada por Felipão, pode sugerir mais uma vez que ele utilize em algum momento a formação com três zagueiros. Dante seria o escolhido para ficar ao lado de Thiago Silva, enquanto David Luiz atuaria à frente dos dois.

 

Na eventualidade de o Brasil abrir uma boa vantagem sobre o México, a mudança tática já poderia ser testada, no Castelão, mesmo que por alguns minutos. Nesse caso, a tendência seria a troca de Luiz Gustavo por Dante, o que apenas repetiria o que Felipão tem feito em vários treinos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.