Eduardo Nicolau/Estadão
Eduardo Nicolau/Estadão

Seleção brasileira não tem mais o que treinar na Copa do Mundo

Tite opta por atividades mais leves com sequência pesada de jogos

Almir Leite e Leandro Silveira, enviados especiais / Sochi, O Estado de S.Paulo

30 Junho 2018 | 05h00

Pé no freio é a ordem na seleção brasileira em relação aos treinos. Junto desde 21 de maio, quando se apresentou ao técnico Tite no Rio, o grupo de jogadores já passou por diversos estágios na preparação. O atual é de recuperação física e ajustes finos. Desde que o Brasil superou a Costa Rica por 2 a 0, em São Petersburgo, no seu segundo jogo, o treinador e sua comissão desaceleraram. Após aquele jogo, a maior parte dos atletas fez dois dias de trabalhos regenerativos. Cenário parecido ocorreu após o duelo com a Sérvia, vencido por 2 a 0.

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Pela primeira vez desde a estreia na Copa, Tite liberou o elenco um dia inteiro de folga, na quinta-feira. Nesta sexta-feira, só os reservas trabalharam, enquanto os titulares e jogadores que atuaram por mais de 45 minutos fizeram treinos leves e até brincaram em campo, como Neymar, que esteve acompanhado do filho Davi Lucca.

Isso significa que apenas o treino deste sábado, secreto, será intenso na preparação visando o duelo com o México em Samara, pelas oitavas. Domingo será dia de treino oficial da Fifa, quando Tite, desde os tempos de clubes, realiza trabalho apelidado de “fantasma” por posicionar os titulares sem a presença de uma formação adversária.

O cenário mais sossegado deverá se intensificar por causa da agenda mais apertada de compromissos do Brasil na Copa, caso passe pelo México e nas fases seguintes. Afinal, o intervalo de cinco dias entre os jogos, rotineiro desde a estreia, será interrompido após o confronto de segunda. Para as quartas, o intervalo de tempo de um jogo para outro será de quatro dias, como nas semifinais. “Estamos há mais de um mês juntos. Agora não tem muito o que trabalhar, o que fazer. É mais ajustes, parte física e vídeo. Não tem o que trabalhar, porque já fizemos na preparação”, disse Casemiro.

 

Para Tite, o momento é de recuperação e conversa. Mas essa situação já foi diferente, afinal, a realização de trabalhos intensos foi uma das marcas da seleção em seus treinos nas semanas iniciais de preparação. Nos 24 primeiros dias de preparação, em seis deles o Brasil trabalhou em dois períodos. Os treinos puxados foram apontados como uma possível razão para os problemas físicos de alguns jogadores, como Danilo, Douglas Costa e Fred. Tite não negou essa possibilidade. “Tivemos lesões traumáticas, musculares e sobrecargas. Não existe padrão para se explicar isso. O futebol tem se tornado esporte de extrema intensidade”, diz o médico Rodrigo Lasmar.

 

 

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