Yuri Kadobnov/AFP
Yuri Kadobnov/AFP

Seleção brasileira tem reservas eficientes, mesmo em 'emergência'

Ao todo, 17 dos 23 jogadores do time de Tite entraram em campo na Copa da Rússia

Leandro Silveira, Marcio Dolzan, enviado especial / Sochi, O Estado de S.Paulo

29 Junho 2018 | 00h00

Ter 11 titulares parece ser algo impossível para o técnico Tite, mas isso não tem sido um problema nesta Copa do Mundo. Desde que iniciou sua preparação para o Mundial, a seleção brasileira tem sofrido com lesões de jogadores, o que obrigou o treinador a repensar a escalação mais de uma vez. Nos três primeiros jogos na Rússia, ele também testou alternativas e fez diversas mudanças ao longo das partidas. Tem dado certo.

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Ao todo, 17 dos 23 jogadores entraram em campo na Copa. Dos seis reservas acionados, dois foram para substituir machucados e quatro por opção tática. Em todos os casos, a atuação do time se manteve ou até melhorou.

As duas mudanças provocadas por lesões foram nas laterais. Fagner substituiu Danilo na direita na véspera da partida com a Costa Rica. Anteontem, Filipe Luís foi chamado com menos de dez minutos de partida com a Sérvia, quando Marcelo sentiu a região lombar. As mudanças não atrapalharam. Fagner foi eficiente na defesa na primeira partida e ajudou o ataque na segunda. Filipe Luís entrou num jogo “quente” e não sentiu a pressão, arriscando uma aproximação com os jogadores de frente, ao melhor estilo de Marcelo. Foi aprovado.

O bom desempenho dos reservas passa pelo trabalho proposto pela comissão técnica. Os jogadores recebem os mesmos treinamentos – com a ressalva de que quem atuou na véspera faça apenas trabalho regenerativo no dia seguinte. “A preparação tem de ser em cima de todos, porque a oportunidade pode aparecer quando você menos espera”, comenta Fagner.

 

Filipe Luís tem opinião parecida. “Todos os que estão no banco de reservas precisam estar preparados para entrar em campo em qualquer momento da Copa”, afirma. “Todo mundo está preparado”, garante.

Tite, por sua vez, gosta de se referir a isso como “ter um elenco mentalmente forte”. O treinador vive usando essa expressão, inclusive quando quer tirar a pressão de cima de algum jogador para dividi-la com todo o restante do grupo. Para o técnico, não adianta lamentar as situações, e sim se adaptar a elas.

“A gente não vive de expectativa, vive de realidade. De elenco que mentalmente suporta pressão, equilibrado, que tem peças de reposição para momentos importantes”, considera. Para o jogo com o México, Tite deve repetir a escalação que iniciou diante da Sérvia. A única dúvida é a presença de Marcelo. Segundo a CBF, o jogador “apresentou boa melhora” e, por isso, deve ficar à disposição. Se não puder atuar, Tite tem a segurança de que será bem atendido pelo reserva. COLABOROU GLAUCO DE PIERRI

 

 

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