Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Seleção brasileira teme 'nova Weggis' na África do Sul

Clima de festa da torcida nos treinos lembra o da preparação deficitária para a Copa de 2006

LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI, Agencia Estado

13 de junho de 2009 | 17h28

BLOEMFONTEIN - Somente jornalistas e cerca de 50 funcionários da Copa das Confederações puderam assistir ao treino da seleção brasileira neste sábado. A decisão de fechar os portões, do técnico Dunga, visa a evitar a festa promovida pela torcida local na sexta-feira, lembrando os tempos de Weggis, na Suíça, onde a seleção fez a preparação para a frustrante Copa da Alemanha, em 2006.

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"Não queremos uma nova Weggis aqui", afirmou Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da CBF, sem ainda ser questionado pela decisão de fechar os portões. Uma atitude cautelosa diante de eventuais críticas a um insucesso do Brasil na Copa das Confederações.

A explicação de Rodrigo Paiva foi bem simples. "Weggis só apareceu dois anos depois da Copa da Alemanha quando procuraram uma desculpa pela derrota. Só que ninguém comenta que fomos eliminados quase um mês depois da nossa saída de Weggis. Por isso é bom não dar margens para críticas e desculpas depois", completou o assessor.

Antes do treino, alguns jogadores disseram que a manifestação dos sul-africanos na sexta-feira havia sido espetacular. "A seleção brasileira é adorada em todos os cantos. Mas foi motivo de orgulho para nós, jogadores, dar uma alegria para este povo sofrido. Saímos do estádio impressionados com aquela festa", comentou Felipe Melo.

Robinho também contou como foi a reação dos atletas. "Ficamos impressionados com o carinho das pessoas, com a alegria que eles mostraram no treinamento e toda a receptividade com a seleção", revelou.

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