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Eraldo Peres / AP
Eraldo Peres / AP

Seleção brasileira tenta chegar à final da indesejada Copa América

Após críticas ao torneio, Tite e seus comandados encaram peruanos pela sexta vez em dois anos

Marcio Dolzan / RIO, O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2021 | 23h00

Teve protesto, manifesto público e ameaça de rebelião. Tite e os jogadores da seleção brasileira deixaram claro para o presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo, e a torcida que não queriam disputar a Copa América no Brasil. Mas, entraram em campo, acumularam vitórias e, hoje, enfrentam o Peru, a partir das 20h, no Engenhão, em busca de uma vaga na final da Copa América. Será o sexto confronto entre as equipes nos últimos dois anos – e que não se esqueça que, no período, as datas Fifa neste lado do mundo ficaram sem jogos por cerca de 11 meses.

Nos cinco jogos registrados a partir da Copa América de 2019, o Brasil ganhou os quatro confrontos oficiais. No período, a seleção de Tite marcou 16 gols e sofreu apenas quatro. Houve uma derrota por 1 a 0, mas essa no único confronto amistoso, em jogo disputado nos Estados Unidos sem força máxima e num gramado com marcações de futebol americano.

Se for considerar apenas os jogos de Copa América, o desempenho no placar é ainda mais favorável à seleção brasileira. O time aplicou 5 a 0 na primeira fase da edição de 2019, naquela que fora uma das melhores exibições do Brasil no pós-Copa do Mundo; fez 3 a 1 na decisão; e, no mês passado, aplicou 4 a 0 em jogo válido pela segunda rodada da atual edição.

Os bons números colocam o Brasil como franco favorito pela vaga na decisão do torneio, mas a equipe precisará ter cuidados. Os peruanos tiveram a segunda melhor campanha do Grupo B e têm o terceiro melhor ataque da Copa América, atrás apenas dos brasileiros e dos argentinos.

No jogo de hoje, tanto o técnico Tite quanto Ricardo Gareca terão desfalques. Na semana passada, Gabriel Jesus foi expulso no início do segundo tempo contra o Chile em um lance infantil, e Carrillo levou vermelho na partida com o Paraguai. Assim, ambos cumprirão suspensão automática.

A ausência de Gabriel Jesus obrigará o treinador brasileiro a mais uma vez mexer no setor ofensivo – algo corriqueiro nesta competição. Mas, ainda que não faltem opções ofensivas a Tite, a questão tática sofrerá bastante impacto.

No último jogo, Jesus foi escalado pelo lado direito do ataque, com Roberto Firmino mais centralizado, Richarlison na esquerda e Neymar com funções mais de armação. No intervalo, pouco antes da expulsão de Gabriel Jesus, Firmino saiu para a entrada de Lucas Paquetá.

Agora, sem o atacante do Manchester City, Tite terá de decidir se promove a entrada de Gabigol ou Everton Cebolinha no ataque, mudando o posicionamento de algum dos três jogadores de frente; ou se puxa Neymar para o ataque e coloca Paquetá ou Everton Ribeiro no meio. Autor do gol da apertada vitória por 1 a 0 contra o Chile, são as grandes as chances de Paquetá ser titular hoje.

MUDANÇAS NO ADVERSÁRIO

Na seleção peruana, Gareca também tem dúvidas. O técnico não tem no elenco um jogador com as mesmas características de Carrillo, que atua mais aberto pela direita. Entre as opções, a que se apresenta mais provável é deslocar Cueva para o setor e promover a entrada de Luis Iberico ou Marcos López no flanco esquerdo.


FICHA TÉCNICA

BRASIL X PERU

BRASIL: Ederson; Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Renan Lodi; Casemiro, Fred e Lucas Paquetá (Everton Ribeiro); Richarlison, Roberto Firmino e Neymar. Técnico: Tite.

PERU: Pedro Gallese; Aldo Corzo, Christian Ramos, Alexander Callens e Miguel Trauco; Raziel García, Renato Tapia, Sergio Peña, Yoshimar Yotún e Christian Cueva; Gianluca Lapadula. Técnico: Ricardo Gareca.

HORÁRIO: 20h.

LOCAL: Engenhão, no Rio.

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