Pedro Martins/Divulgação
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Seleção brasileira trabalha para conter favoritismo contra a Bolívia

Tite tenta administrar a confiança dos jogadores antes de duelo com bolivianos

Ciro Campos, enviado especial a Natal, O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2016 | 10h00

A seleção brasileira tem evitado se sentir favorito para não se acomodar na preparação para enfrentar a Bolívia, nesta quinta-feira, em Natal, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. As duas vitórias nas primeiras partidas sob o comando de Tite, o otimismo da torcida e a oitava colocação do adversário na competição são classificadas pelos jogadores como armadilhas que devem ser evitadas.

"Temos que respeitar o adversário. Sabemos que tecnicamente nossa seleção é melhor, vive momento melhor e apesar do processo de evolução, temos que ganhar mais jogos para continuar esse processo de evolução", disse nesta terça o meia Giuliano. A equipe brasileira vem de vitórias em setembro, pelas Eliminatórias, contra Equador, em Quito, e Colômbia, em Manaus, as duas sob o comando de Tite.

Os resultados levaram o Brasil do sexto ao segundo lugar, atrás apenas do Uruguai, enquanto a Bolívia tem somente a oitava colocação. A seleção visitante tem no elenco majoritariamente jogadores locais, mas que segundo o lateral-esquerdo Filipe Luís, foram bastante estudados por Tite. "Ele é muito perfeccionista e detalhista, nos mínimos detalhes. É capaz de preparar tudo o que pode acontecer no jogo, e já nos passou muitas informações", contou.

No primeiro trabalho tático, nesta terça, o técnico deu mostras de como pretende ganhar o jogo. Como a Bolívia deve atuar com formação defensiva, Tite exigiu rapidez na inversão dos lados das jogadas e muitas infiltrações. O curioso é que na última visita dos bolivianos ao Brasil para jogar as Eliminatórias, em 2008, deu empate sem gols no Engenhão.

A aposta de que os adversários virão no contra-ataque serve de alerta para o Brasil não sentir a ansiedade da torcida. Os potiguares desde 1982 não recebem a seleção e esgotaram em cerca de seis horas a carga de 31 mil ingressos. "A paciência será importante. Será um jogo muito estudado, não será fácil passar pela defesa deles", explicou Filipe Luís.

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