Seleção chega com atraso em Quito

De Guaiaquil a Quito, o esquema escolhido pela Comissão Técnica da Seleção Brasileira funcionou perfeitamente. O atraso de uma hora e meia no embarque em parte foi uma decisão da delegação brasileira, que retardou a decolagem das 8h00 locais para as 9h00 (11 h de Brasília). A outra meia hora de atraso se deu por causa do congestionamento aéreo provocado pela ponte-aérea entre as duas cidades mas sem nenhum inconveniente para a Seleção. "Quanto menor for o nosso tempo em Quito, melhor", comemorou o médico José Luiz Runco. O embarque em Guaiaquil (às 9h30 locais) e o desembarque em Quito (às 10h 15) foram na base aérea, sob escolta policial/militar. Se na saída de Guaiaquil não houve nenhum alvoroço, na chegada a Quito o clima foi totalmente diferente. Recepcionada pelos militares da base área, os jogadores brasileiros desembarcaram como verdadeiros ídolos. Munidos de fuzis H.K. e metralhadoras R-15, os militares da aeronáutica equatoriana ´atacaram´ literalmente os jogadores em busca de um autógrafos. Nem os jornalistas que viajaram no mesmo vôo da Seleção escaparam do assédio". Do aeroporto Mariscal Sucre, em Quito, a delegação brasileira seguiu para o hotel Marriot, a três quilômetros do estádio olímpico Athaualpa. O almoço foi bem leve, à base de carboidratos e muito líquido. O percurso do hotel ao estádio também se deu sem problemas, sempre sob escolta policial. Os jogadores ficaram incomunicáveis até a chegada ao estádio, uma hora antes da partida. Os portões do estádio Athaualpa foram abertos às 10h00 locais. Como no Brasil, em Quito boa parte dos ingressos também foram parar nas mãos dos cambistas, que trabalhavam sem a menor preocupação com a polícia. Talvez temendo uma derrota em casa, os organizadores venderam os ingressos de Equador e Brasil ´casados´ com os de Equador e Paraguai. Os preços, bem salgados: US$ 100 a cadeira numerada; US$ 80 um setor que eles chamam de palco mas é uma numerada mais central; US$ 20 as arquibancadas; e US$ 10 as gerais. No câmbio negro, os preços eram de três a cinco vezes maiores, dependendo do horário e do movimento na chegada do público, mas os negócios foram um fracasso total. Duas horas antes da partida, tinha cambista vendendo ´boletos´ abaixo do preço de custo. O esquema de segurança foi quase uma operação de guerra. Dois mil policiais da GIR - Grupo de Intervenção e Resgate - foram espalhados estrategicamente pelos quatro cantos do estádio - e fora dele também. Apesar do clima de festa para o jogo, com 45 mil ingressos vendidos, as autoridades esportivas e militares equatorianas não aceitaram correr nenhum risco com eventuais bombas ou um sequestro.

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