Seleção continua refém de Teixeira

Nunca a seleção brasileira esteve tão próxima da desclassificação para a Copa do Mundo de 2002 e, neste momento crítico, a preparação da equipe para o jogo com o Paraguai, pelas eliminatórias, depende das decisões de uma pessoa: o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Mais uma vez, os torcedores terão de esperar pela volta do dirigente ? que está na Argentina participando de reunião da Fifa ? ao Brasil para saber qual o destino da seleção. Ele vai definir onde será o jogo, os treinos, se haverá amistoso ... Hoje, o técnico Luiz Felipe Scolari esteve reunido com parte da comissão técnica, na sede da CBF, para decidir qual a estratégia de preparação para enfrentar o Paraguai. Mas, ao fim do encontro, se limitou a dizer que ele e seus auxiliares apenas elaboraram ?duas ou três opções?, que serão analisadas por Teixeira. Há uma certeza: Scolari sabe que não poderá contar com os jogadores por um período igual ao de treinamento para a partida contra o Uruguai, quando ficou 12 dias na Granja Comary. ?Pela lei, são cinco dias. Sei que não teremos dez ou 12 dias. Vamos ver se conseguimos uma fórmula para chegarmos a sete, oito ou nove?, resignou-se. Para atingir esta meta, a comissão técnica pode viajar à Europa para conversar com dirigentes, o que depende da concordância de Teixeira. ?Não adianta ir para passear, pois ninguém está treinando nesta época?, explicou. A marcação de amistosos também depende do todo-poderoso do futebol brasileiro. A única informação certa é a data da convocação, que será no dia 31 deste mês. Dúvidas - Onde vai ser a partida? Outra resposta que só pode ser dada pelo presidente da CBF. ?Demos a nossa opinião, vamos ver se vai ser aceita?, disse Scolari. Ele deu indicações de que apóia a mudança do local da partida, inicialmente marcada para o Rio, ao lembrar do problema do racionamento, que não atinge o Sul, onde a partida pode ser disputada. O mais provável é que o jogo seja em Curitiba, no Estádio Couto Pereira, que já é candidato a sede do jogo há cerca de um mês. Scolari garantiu que, se houver transferência, não será para evitar vaias no Maracanã, onde, como em São Paulo, a torcida é mais crítica. ?Se jogarmos mal, seremos vaiados em qualquer lugar.? Hoje, estiveram na CBF os presidentes das federações estaduais. Entre os dirigentes, estavam os presidentes da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, e da Federação do Rio Grande do Sul, Emídio Peronde, que disputam a organização do jogo. Ambos disseram que apenas na segunda-feira, quando Teixeira volta, haverá uma definição. Como para decidir onde serão realizados os treinos é preciso saber onde será o jogo, este item da preparação também depende de uma posição de Teixeira. Se a partida deixar o Rio, a temporada de treinos na Granja Comary fica ameaçada. ?Teremos de analisar se vale a pena treinar na Granja?, analisou Scolari. Por enquanto, o jeito é esperar por Teixeira.

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