Seleção da Costa do Marfim dá força aos irmãos Touré

Elenco marfinense consola Yaya e Kolo, que abriram mão de ir ao enterro de irmão vitimado pelo câncer aos 28 anos na última semana

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2014 | 05h00

Sem poder contar com o craque Didier Drogba por 90 minutos, a Costa do Marfim aposta no talento de Yaya Touré. Mas a seleção terá de lidar com um jogador que está de luto pela morte precoce do irmão Ibrahim, aos 28 anos, vítima de câncer.

O falecimento pegou de surpresa a delegação africana e tanto Yaya quanto seu outro irmão na equipe, Kolo, cogitaram ir embora para acompanhar o enterro. Mas a delegação tratou de confortar a dupla, que decidiu permanecer no Mundial para ajudar a seleção a chegar à próxima fase do torneio. “Eles tomaram uma decisão extremamente difícil e mostraram que estão do nosso lado. Nós também estamos junto com eles”, explica o técnico Sabri Lamouchi.

A notícia do falecimento chegou ao grupo logo após a partida contra a Colômbia. A partir da decisão dos irmãos Touré de permanecer com o grupo, o ambiente ficou um pouco triste e até os treinamentos foram reduzidos. Mas aos poucos os jogadores foram conseguindo levantar o astral da dupla. “É difícil falar de futebol quando se recebe uma notícia dessas”, continua Lamouchi.

Yaya é um meio-campista de suma importância para o time, pois vai bem na marcação e costuma chegar com força ao ataque. Caberá ao jogador do Manchester City suprir a ausência de Drogba, que pode começar no banco. 

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