Maurizio Degli'Innocenti/EFE
Maurizio Degli'Innocenti/EFE

Seleção da Itália se apresenta e Prandelli pede desculpa a Criscito

Técnico fala sobre corte ao zagueiro antes de conduzir preparação de sua equipe para a Copa

AE, Agência Estado

20 de maio de 2014 | 18h46

ITÁLIA, Converciano - Começou nesta terça-feira, em Coverciano, na região de Florença, a preparação da seleção italiana para a Copa do Mundo. Antes do primeiro treino do grupo no gramado do centro de treinamento da federação local, o técnico Cesare Prandelli concedeu entrevista coletiva e explicou suas opções para a lista de 30 pré-convocados.

De cara, o treinador teve que pedir desculpas ao zagueiro Criscito. Perguntado sobre a ausência do jogador do Zenit por um site italiano, Prandelli respondeu que não havia deixado de fora da convocação nenhum Cabrini ou Maldini, fazendo referência a dois dos maiores defensores de todos os tempos. "Foi uma brincadeira infeliz", admitiu o técnico, nesta terça.

Mas a ausência de Criscito não foi a única crítica recebida por Prandelli vinda da opinião pública italiana. Entre outros, ficaram faltando Luca Toni e Gilardino. "Não chamei jogadores com as características deles porque queremos montar o ataque de uma outra forma", explicou o treinador, que deverá abrir mão de jogar com um centroavante, optando por uma formação com dois atacantes que atuam abertos.

Até o dia 2 de junho, outros sete cortes precisarão ser feitos. E por isso Prandelli avisa que todos terão que que mostrar empenho. "Todos têm que entender que posso cortar cinco, 10 ou 80. Temos que colocar no centro ''nós'' não o ''eu'', senão teremos problemas."

O treinador pretende utilizar o período de treinos em Coverciano para, não apenas definir os 23 que vão para a Copa, mas também para cuidar da forma física dos atletas. "Vamos utilizar esses três dias para trabalhar a força, porque do ponto de vista de resistência todos os jogadores estão em boa fase. Temos até a próxima segunda-feira para chegarmos mais prontos", aponta ele.

Do ponto de vista físico, a principal dúvida é sobre a condição de Giuseppe Rossi, que ficou praticamente dois anos parado, voltou em ótima forma pela Fiorentina, mas se machucou em janeiro e só voltou no início do mês. "Estamos diante de um talento, um dos jogadores mais importantes do país. Seu desejo de se recuperar logo e fazer muitos sacrifícios para estar aqui é a prova de que é um grande cara. Mas queremos respostas no campo e esperamos tê-las. Não quero colocar muita pressão sobre ele."

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