Seleção: euforia e ingressos inflacionados

A expectativa dos torcedores amazonenses para o jogo Brasil x Equador, no Vivaldão, quarta-feira, pode ser exemplificada em números: mais de cinco mil pessoas foram ao aeroporto, no início da madrugada desta segunda-feira, para ver chegar o time que venceu a Colômbia na estréia. E a quantidade de torcedores só não foi maior porque o aeroporto Eduardo Gomes fica longe e tem o acesso dificultado pela inexistência de linhas regulares de ônibus. E assim deve ser até a hora da partida. Carente de bons espetáculos, uma vez que o futebol amazonense não atravessa boa fase, o torcedor não vê a hora de entrar no estádio para finalmente torcer por um time de futebol de alto nível como a seleção brasileira. E todos os esforços foram concentrados no sentido de transformar o jogo em um evento marcante para o esporte local. Afinal, será a primeira partida oficial da Seleção depois da conquista do pentacampeonato. Comprar ingressos agora, por exemplo, nem pensar. Os poucos que restam podem ser encontrados com os cambistas a preços mais que superfaturados. O ingresso de arquibancada, que custava R$ 35,00, está sendo negociado até a R$ 100,00. O de cadeira, que era R$ 60,00, aparece de vez em quanto ao custo de até R$ 200,00. "Não temos como impedir. Os cambistas mobilizaram um verdadeiro exercito para ficar na fila e comprar o maior número de ingressos possível", explica o Secretário Estadual de Esportes, João Fonseca Junior. Como será, com certeza, um sucesso de público, o jogo terá também um palco digno no espetáculo. Todas as exigências feitas pela Fifa, principalmente em termos de atendimento aos jornalistas estrangeiros e dos demais estados do País, foram atendidas. A administração do estádio reformulou acessos, construiu salas de imprensa e adequou todo o complexo aos critérios determinados pela entidade internacional. "O que mandaram fazer, nos fizemos", garante Ariovaldo Malizia, administrador do Estádio Vivaldo Lima.Segurança - Nesse ponto, a eficiência dos organizadores do jogo prejudicou a intenção dos torcedores que gostariam de ter um contato mais próximo dos ídolos. O Tropical Hotel, onde a delegação está concentrada, recebeu um forte esquema de segurança. Jogadores e membros da comissão técnica ocupam uma ala isolada do hotel, a qual tem acesso somente pessoas credenciadas pela CBF. Além disso, o hotel fica a cerca de 25 quilômetros do centro de Manaus, o que dificulta o deslocamento dos torcedores. Mesmo assim, muitas pessoas foram ao Tropical na manhã desta segunda-feira na esperança de ver de perto um dos craques brasileiros. O máximo que conseguiram foi chegar ao hall de entrada e ver um ou outro jogador passar a caminho dos restaurante. Tanto interesse, é claro, não poderiam ser desperdiçado. O presidente da Federação Amazonense de Futebol, Dissica Valério Thomaz, aproveitou a deixa para faturar um pouco mais de prestígio e, ao mesmo tempo, dar uma de bom samaritano. Ele permitiu que a APAE vendesse ingresso, a R$ 3,00 cada, para os treinos da seleção brasileira no Vivaldão e ficasse com toda a renda. Resultado: garantia de arquibancada cheia nos treinos e no jogo.

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