Mowa Press/Divulgação
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Seleção faz testes nos EUA e esquece protesto do Bom Senso FC

Líderes do movimento teriam entrado em contato com jogadores da seleção para pedir que protestassem

Almir Leite, O Estado de S. Paulo

16 de novembro de 2013 | 08h48

SÃO PAULO - O penúltimo amistoso da seleção brasileira no ano, neste sábado, às 22h30 (de Brasília), em Miami, contra Honduras, pode servir para Luiz Felipe Scolari fazer mais algumas observações visando à formação do grupo para a Copa do Mundo. Ele vai testar Victor no gol e o meia Willian, convocado pela primeira vez, tem boa chance de entrar durante a partida. O jogo, porém, não servirá para atender ao desejo do Bom Senso FC de contar com o apoio dos jogadores da seleção ao movimento. A CBF não deixou.

O tema, aliás, causa mal-estar na seleção. Quando questionados sobre ele, jogadores como Thiago Silva, David Luiz e outros dizem que não foram procurados pelo Bom Senso. No entanto, na tarde de quinta-feira foi feito um contato com um dos líderes da seleção. O Estado apurou que na conversa foi pedido um gesto de apoio - a sugestão foi que os jogadores cruzassem os braços.

No entanto, a conversa telefônica acabou chegando aos ouvidos da cúpula da CBF e os jogadores foram aconselhados veladamente a não se envolver. Alguns foram lembrados de que estão defendendo a seleção, e não jogando por clubes do Brasil - e em território nacional.

O resultado da "operação abafa'' é que dificilmente haverá alguma manifestação hoje. "Se ocorrer algo, será a maior surpresa", afirmou ao Estado integrante do Bom Senso. Em Miami, o presidente da CBF, José Maria Marin, negou-se ontem a falar sobre o protesto dos jogadores, mesmo posicionamento de Felipão. "Já respondi isso a vocês há dois meses", disse o técnico aos jornalistas.

Em setembro, ele defendeu o diálogo entre as partes interessadas como a melhor maneira de "encontrar uma solução equilibrada'' para os problemas do futebol, como o calendário. Na quarta-feira, Neymar também disse entender a conversa como o melhor caminho.

TIME MODIFICADO

Felipão não poderá escalar Daniel Alves (dor na panturrilha direita) e Thiago Silva (contratura na coxa esquerda). Maicon e Dante serão os substitutos, mas o treinador está mais interessado nos testes que pretende fazer.

Inicialmente, ele pensou em começar o amistoso contra Honduras com Lucas Leiva de volante e Willian no ataque. Eles foram titulares no primeiro treino da seleção em Miami. "Mas não gostei e modifiquei. Ontem (quinta-feira) gostei da equipe que começou o treino (com Luiz Gustavo e Neymar) e a tendência é fazer modificações no decorrer do jogo.''

É quase certo que Willian, que o treinador dizia querer observar desde o fim da Copa das Confederações, vá a campo hoje. Mas Robinho, também chamado por Felipão pela primeira vez, dependerá do andamento da partida, apesar de se entender bem com Neymar. Sua chance pode ficar para o jogo contra o Chile, terça-feira, em Toronto. O mesmo pode ocorrer com outro novato, Marquinhos.

Victor está confirmado no gol. "Quero observá-lo. Tenho mais um jogador para a minha lista de nomes e possibilidades. Temos o Willian, o Marquinhos... Quero ver ainda se o sistema tático está realmente consolidado. Vou observar a reação desses jogadores", disse o treinador. "Tenho também o Robinho. Quero vê-lo mais centralizado no ataque", acrescentou Felipão, que tem más recordações de Honduras - ele era o treinador da seleção brasileira que foi eliminada da Copa América de 2001 ao perder para a equipe centro-americana por 2 a 0.

BRASIL X HONDURAS

BRASIL: Victor; Maicon, David Luiz, Dante e Maxwell; Luiz Gustavo, Paulinho, Oscar e Bernard; Jô e Neymar.

Técnico: Luiz Felipe Scolari

HONDURAS: Valados; Peralta, Bernárdez, Figueroa e Izaguirre; Espinoza, Wilson Palacios, Claros e García; Bengtson e Costly.

Técnico: Luis F. Suárez

Juiz: Não divulgado

Local: Sun Life Stadium, em Miami

Horário: 22h30

Transmissão: Globo e SporTV

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