Francis Mascarenhas / Reuters
Francis Mascarenhas / Reuters

Seleção feminina da China busca igualdade salarial com time masculino após título

Campanha começou no último domingo, depois da conquista da Copa da Ásia, diante da Coreia do Sul

Redação, Estadão Conteúdo

08 de fevereiro de 2022 | 15h21

A vitória da seleção da China, no último domingo, na final da Copa da Ásia feminina levou nos últimos dias a pedidos de igualdade salarial com seus colegas do sexo masculino, que são mais bem pagos apesar de seus resultados muito menos brilhantes. Depois de sair perdendo por 2 a 0 para a Coreia do Sul no primeiro tempo, as chinesas viraram para 3 a 2 e conquistaram seu nono título continental.

Os internautas chineses foram rápidos em destacar o contraste entre o time de futebol feminino e os fracassos habituais do masculino, que ainda não encontrou uma maneira de progredir no cenário internacional, apesar de ser o país mais populoso do mundo.

A seleção masculina da China sofreu uma derrota humilhante por 3 a 1 para o Vietnã na semana passada, comprometendo seriamente suas chances de classificação para a Copa do Mundo do Catar. "Dê à equipe feminina um bônus equivalente ao dos homens. Trabalho igual, salário igual!", pediu uma usuária da rede social Weibo em uma mensagem amplamente compartilhada.

Outra mensagem acusou a Federação Chinesa de Futebol de "favorecer os homens em detrimento das mulheres". "Eles trabalham duro e o dinheiro que ganham vai" em última instância para os homens, ela denunciou.

As campanhas em prol da igualdade salarial para as seleções femininas ganharam relevância nos últimos anos, principalmente na Inglaterra, Brasil e Austrália. As americanas, tetracampeãs mundiais, também o solicitaram, sem sucesso.

A seleção masculina chinesa se classificou para a Copa do Mundo apenas uma vez (Coreia do Sul e Japão, em 2002) e ocupa a 74.ª posição no ranking da Fifa. Por outro lado, a China participa regularmente do Mundial Feminino, onde foi vice-campeã em 1999. Atualmente ocupa a 19.ª colocação no ranking.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.