Reprodução/FC Zobahan
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Seleção feminina da Jordânia exige teste para comprovar que goleira do Irã não é mulher

Zohreh Koudaei foi um dos destaques do time iraniano na vitória por 4 a 2 sobre a equipe jordaniana pelas Eliminatórias para a Copa Asiática; atleta diz ser vítima de bullying

AFP, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2021 | 15h16

A Federação Jordaniana de Futebol pediu no domingo à Confederação Asiática de Futebol (AFC, sigla em inglês) para investigar o sexo da goleira Zohreh Koudaei, da seleção iraniana de futebol feminino, a quem acusa de ser homem após uma partida entre as duas equipes pelas Eliminatórias para a Copa Asiática feminina, em setembro. 

O Irã se classificou para a primeira Copa Asiática Feminina de 2022 ao derrotar a Jordânia por 4 a 2 no dia 25 de setembro. A vitória veio principalmente por causa de duas grandes defesas de Koudaei.

O presidente da Federação Jordaniana, Príncipe Ali Ben Al-Hussein, postou no Twitter uma carta datada de 5 de novembro na qual afirma ter "verificado o sexo" de Koudaei. A entidade, que questiona a "elegibilidade da jogadora", também relembrou o passado “duvidoso” do Irã sobre “questões de gênero e doping”.

A treinadora da seleção iraniana, Maryam Irandoust, chamou as acusações de "falsos pretextos" e afirma que o adversário faz isso por "não aceitar a derrota". Ela também se dispôs a "fornecer todos os documentos exigidos pela AFC". "A equipe médica examinou escrupulosamente cada jogador da seleção nacional" para verificar os "hormônios" e "evitar problemas", disse Irandoust neste domingo ao site de notícias esportivas iraniano Varzesh3

Zohreh Koudaei, por sua vez, se pronunciou logo após o pedido de investigação. A jogadora afirmou que vai processar a seleção da Jordânia pelo constrangimento. "Sou uma mulher. Eles estão fazendo bullying comigo", disse aos veículos de imprensa do Irã. Essa não é a primeira vez que a polêmica cai sobre os ombros da seleção do Irã. Em 2015, a seleção foi acusada de usar em seu time oito atletas homens aguardando uma cirurgia de readequação sexual. O caso, porém, nunca foi comprovado.

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