Seleção italiana quer deixar escândalo para trás, diz Inzaghi

A seleção da Itália acredita que um bom desempenho na Copa do Mundo pode ajudar o futebol do país a recuperar sua imagem, abalada pelo escândalo da manipulação de resultados que começou com a Juventus sob o holofote e hoje envolve os principais clubes do país."Nós temos que ser exemplo, inclusive de comportamento. Os jogadores são os menos culpados de todos, mas devem dar a resposta dentro de campo", disse o atacante Filippo Inzaghi, no Milan, clube que na quinta-feira teve sua sede ocupada por policiais para apreensão de documentos.Para o jogador, que voltou à equipe às vésperas da Copa, depois de quase dois anos afastado, o escândalo não pode, no entanto, ficar impune, mesmo que a Itália conquiste o tetracampeonato mundial na Alemanha. "Não podemos fingir que nada aconteceu, o certo é quem errou seja punido, seja quem for", declarou nesta sexta-feira, na concentração da seleção italiana, em Coverciano.Filho de Lippi envolvidoNesta sexta-feira, a imprensa italiana divulgou que quatro empresários de futebol envolvidos com a empresa GEA Works estão sendo investigados pela justiça italiana, entre eles Davide Lippi, filho do técnico Marcelo Lippi. A agência pertence a Alessandro Moggi, filho de Luciano Moggi, ex-diretor da Juventus considerado um dos protagonistas do escândalo, acusado de manipulação de resultados por meio de pressão sobre dirigentes e árbitros.Marcelo Lippi, por sua vez, foi acusado de convocar jogadores para a seleção sob encomenda, para valorizar atletas empresariados pela empresa ligada a seu filho. O técnico desmentiu, na Justiça, tais acusações, e os jogadores acreditam que seu trabalho não será abalado pelo escândalo."Ele está calmo e tem o mesmo objetivo que nós, que é trabalhar para irmos bem na Copa do Mundo", disse o volante Zambrotta, que já trabalhou com Lippi na Juventus. "Vamos tentar manter isso fora de nossa cabeça, e o técnico vai fazer o mesmo", declarou o zagueiro Grosso.

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