Seleção não atrai goleiro Marcos

Chegar à seleção é mesmo o sonho de todo jogador? Provavelmente, de 99,9%. A exceção na atualidade é o goleiro Marcos, do Palmeiras, que não esconde: o time nacional do Brasil não é mais prioridade em sua vida, perdeu muita importância. "Já jogo numa seleção, o Palmeiras", diz o atleta, que voltou a viver um grande momento na carreira. Marcos é apontado pela grande maioria dos técnicos do País como um do dois melhores goleiros brasileiros. Divide os votos com Rogério Ceni, do São Paulo. É o grande ídolo palmeirense e foi o principal responsável pela classificação do time para as quartas-de-final da Copa Libertadores, depois de dois confrontos com o São Caetano.A explicação para seu desinteresse pela seleção vem de Jarinu, interior de São Paulo, onde a equipe do técnico Emerson Leão se preparou para enfrentar o Peru, no Morumbi, no dia 25 de abril, pelas Eliminatórias para a Copa de 2002. O jogador e o treinador se desentenderam durante um coletivo. Leão criticou o colocação de Marcos, que não gostou da maneira como sua atenção foi chamada. Eles chegaram a bater boca, mas logo o problema foi solucionado. Ambos evitam falar sobre o tema.Se o abalo do relacionamento entre os dois influenciar a cabeça do técnico da seleção, Marcos terá dificuldades para voltar ao time. O palmeirense sabe disso, mas não demonstra preocupação. "Existem outros grandes goleiros, como o Rogério, o Dida, o Germano, não preciso ser convocado."De olho em um Mundial - Marcos foi poupado dos últimos treinos do Palmeiras por causa de dores musculares, mas não é problema para o jogo de quarta-feira, contra o Cruzeiro, pela Libertadores, no Palestra Itália. O elenco treinou na manhã deste domingo. Com o adiamento do Mundial da Fifa, a Libertadores passou a ser a grande prioridade do clube. O sonho de disputar um Mundial, porém, continua vivo. Basta ganhar a competição sul-americana para ir a Tóquio no fim do ano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.