Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Seleção não deve se moldar aos rivais', diz o capitão Thiago Silva

Zagueiro diz que a seleção brasileira tem de encontrar seu modo de jogar e não ficar preocupada como as outras equipes atuam

Robson Morelli - Enviado Especial, O Estado de S. Paulo

17 de junho de 2013 | 08h26

BRASÍLIA - A vitória sobre o Japão fez um bem danado para o Brasil. O capitão Thiago Silva admitiu que a seleção não deve se moldar aos adversários, mesmo sendo eles perigosos e respeitados.

Disse isso para se referir aos dois próximos jogos, quarta-feira contra o México, e sábado, diante da Itália, quando decidirá em Salvador seu lugar na chave. "A seleção brasileira tem de encontrar seu modo de jogar e não ficar preocupado como as outras equipes atuam."

 

Thiago também ressaltou que Felipão vem deixando esse "modo de jogar" bastante claro para todos os jogadores, e destaca a evolução do time desde que se juntou no Rio há três semanas. "A nossa evolução como equipe desde aquele jogo contra a Inglaterra é muito grande, e o importante também é dizer que nos dois últimos jogos nós não sofremos gols."

 

O opinião do capitão resgata uma tradição do futebol brasileiro. A seleção sempre foi temida pelos adversários, em qualquer circunstância. Desde a Copa da Alemanha, em 2006, esse prestígio foi colocado em xeque por torcedores, parte da imprensa e até ex-jogadores que hoje se aventuram no trabalho de comentaristas. Dentro de campo, o Brasil também fez pouco para mudar isso. Os times de 2006 e 2010 não foram de encher os olhos e a seleção ficou pelo caminho nas competições mais importantes que disputou. O que Felipão tenta fazer desde que assumiu o grupo das mãos de Mano Menezes é virar esse jogo, em campo e no discurso. E, de acordo com o capitão, o Brasil subiu degraus neste último mês. Esse entendimento é geral no elenco.

 

"O Japão não era tão frágil assim. O México é sim um time visto pelo mundo como difícil de ser batido, assim como a Itália. Mas temos de nos impor, ter paciência para construir as vitórias, acelerar o jogo quando necessário e segurar na hora certa. Quem nos vê hoje, enxerga uma seleção mais madura. Estamos contentes, mas precisamos avançar", disse o atacante Jô, que contou ter adiado viagem marcada com a mulher para atender ao pedido de Felipão e que não se arrepende. Ele fez o terceiro gol do Brasil contra os japoneses.

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