Seleção nega ter combinado abraço coletivo durante hino

Jogadores ressaltam união do time, mas dizem que gesto antes de amistoso contra a China foi espontâneo

ALMIR LEITE E PAULO GALDIERI, enviados especiais, O Estado de S. Paulo

11 de setembro de 2012 | 11h17

RECIFE - O abraço coletivo dos jogadores da seleção brasileira no momento da execução do Hino Nacional antes do jogo com a China, na noite de terça-feira, foi uma ação improvisada e não algo planejado como ocorreu há 19 anos no mesmo Estádio Arruda, no Recife, quando os integrantes daquela seleção entraram em campo de mãos dadas. Desta vez, não foi uma maneira de dar resposta a ninguém.

Pelo menos foi o que disse o lateral-esquerdo Marcelo, ao falar sobre a atitude dos jogadores. "Eu falei até com o Lucas sobre isso. Ele me abraçou e eu abracei ele, aí todo mundo resolveu se abraçar. Parece até que foi combinado, mas não foi", garantiu o jogador do Real Madrid. "Bom, mas assim o time fica mais unido."

A seleção entrou em campo para enfrentar a China entalada com o comportamento do torcedor de São Paulo, que vaiou bastante o time na sexta-feira, na vitória por 1 a 0 sobre a África do Sul, no Morumbi. No Recife, o apoio antes, durante e depois da partida vencida por 8 a 0 pelos brasileiros foi incondicional.

Em 1993, a demonstração de união da seleção brasileira foi combinada. O time disputava as Eliminatórias e vinha sendo bastante criticado pelo torcedor do Rio e São Paulo pelas pífias atuações. Por causa disso, a CBF transferiu a partida contra a Bolívia, marcada para 29 de agosto daquele ano, do Maracanã para o Arruda.

Como maneira de responder aos ataques, os jogadores decidiram entrar em campo de mãos dadas. A torcida pernambucana apoiou a equipe, o time ganhou fácil por 6 a 0 e os jogadores consideram que aquele jogo foi a arrancada para o título mundial que viria a ser conquistado na Copa dos Estados Unidos, no ano seguinte.

NEYMAR - O atacante Neymar disse, após o jogo com a China, que mais importante que o resultado foi a maneira como a seleção se comportou. "O que valeu nesse jogo foi a nossa atitude. Tomamos a iniciativa, controlamos o jogo o tempo todo. É assim que a seleção deve jogar sempre", analisou. "A gente sabia que o adversário era fraco, foi 8 a 0 e podia ter sido até um pouco mais."

Convocado para o amistoso contra a Argentina após o técnico Muricy Ramalho dizer que Mano Menezes deveria poupá-lo e o presidente da CBF, José Maria Marin, dizer que a seleção brasileira é mais importante do que um clube, Neymar evitou polêmica. "Não entro nessa discussão. Se pudesse, jogava todo dia. Me sinto bem disposto e não gosto dessa coisa de muito descanso. Vou jogar sempre pela seleção, assim como pelo Santos. Não recuso nada", garantiu, sorrindo, o craque.

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