Seleção passa apuro em Guadalajara

Tranqüilidade de jogador de seleção dura pouco. Depois de ficar três dias em Los Angeles sem nem sequer ser notado pelos americanos, o time do Brasil está passando apuro em Guadalajara. Desde que chegou ao México, na noite de domingo, os atletas mal conseguem caminhar pelo saguão do hotel em que estão hospedados, tão grande é o número de torcedores que correm atrás de um autógrafo ou de uma foto com seus ídolos. Hoje, após o treino, dezenas de repórteres de jornais, rádios e TVs locais "partiram para cima" dos jogadores para colher declarações.Romário, por exemplo, ficou preso no banco de reservas enquanto sofria um bombardeio de perguntas. Na chegada ao Estádio Jalisco e na saída, centenas de pessoas se juntaram para ver os brasileiros. A entrada de torcedores no Hotel Intercontinental, local de concentração da equipe, irritou o coordenador Antonio Lopes, que chegou a pedir providências ao gerente. Além da seleção, quem está no hotel é o argentino Oscar Ruggeri, apresentado hoje como novo técnico do Guadalajara. O meia Rivaldo, que embarcou da Espanha, foi o último a chegar, no domingo à noite. Cansado, ele ignorou repórteres e fãs e correu para seu apartamento. O fanatismo dos mexicanos pelo futebol brasileiro, que encantou o país na Copa do Mundo de 1970, está fazendo do amistoso de quarta-feira um jogo importantíssimo. Os organizadores acreditam que os 75 mil ingressos colocados à disposição sejam vendidos e que o Estádio Jalisco fique lotado, apesar da crise por que passa a seleção local. A equipe não consegue vencer há seis partidas. Na última, pelas eliminatórias do Mundial de 2002, perdeu dos Estados Unidos por 2 a 0, em Columbus, Ohio. Os bilhetes variam de 30 a 150 pesos mexicanos (R$ 6,00 a R$ 30,00).

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