Seleção pode sofrer nova baixa

Sábado de sol de manhã, um bom tempo para descontrair. Luiz Felipe Scolari tinha a noção exata de que poderia desfrutar do dia. Tudo caminhava bem. O time titular havia batido os reservas, reforçado de garotos do time de Teresópolis, por 6 a 0. Uma informação do médico, porém, tirou a paz do treinador: o zagueiro Lúcio, ainda com dores no tornozelo, corre sério risco de ser cortado. Scheidt, do Corinthians, é o primeiro nome da lista para a eventual saída do beque do Bayer Leverkusen. "O jogador me procurou e conversamos. Vamos aguardar até terça-feira quando ele e o médico vão me dizer se tem ou não condições de continuar com a gente. Se não der para o Lúcio, vamos chamar outro zagueiro. Já conversamos com o treinador desse zagueiro e está tudo certo", comentou Scolari com certa pressa. "Agora vocês vão ver o que é jogar bola". É que no campo principal da Granja, seus pares de comissão técnica o aguardavam para o "jogo" com a imprensa. Felipe jogou e, evidente, não encantou. Antes da "pelada", o treinador foi até o portão principal da Granja atender a um chamado. "Era a mulher do Luiz Alberto, um baita jogador do Bangu que trabalhou com a gente no Kuwait. Ela me pediu umas coisas. Vamos ver o que podemos fazer por ele", disse o técnico que, em seguida, foi distribuir autógrafos para uma platéia de crianças e seus pais. Uma das garotas, que estendia o caderno para o autógrafo, deu um tapinha em Felipe e disse: "Você é o melhor técnico do Brasil". Scolari retribuiu: "Também, só sobrou eu". Foi um momento de descontração.

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