Seleção procura hotel para 2006

A CBF vasculha a Alemanha em busca de um local ideal para instalar a Seleção Brasileira no Mundial de 2006. Ofertas não faltam. Propostas chegam de todas as cidades sedes da próxima Copa do Mundo. Clubes de futebol e empresas de hotelaria querem pagar para hospedar os pentacampeões. O problema da CBF é encontrar um hotel com um campo de futebol ou, pelo menos, próximo da concentração. Algumas empresas podem desembolsar até US$ 500 mil para abrigar os melhores do mundo. Américo Faria, supervisor da Seleção e com a autoridade de organizar a logística do time em cinco Copas do Mundo, ainda não descobriu um complexo esportivo para servir de concentração. Em Hannover, por exemplo, cidade em que o Brasil enfrenta domingo o México, no seu segundo jogo pela Copa das Confederações, não há um local adequado aos treinamentos. "Estamos em um hotel a 300 metros do Estádio de Hannover e do campo de treinamentos. Tudo perfeito, mas não sei se atende às necessidades da Seleção Brasileira. Para a Copa das Confederações, perfeito. Não sabemos se tem suporte para a Copa do Mundo, quando cresce o número de jornalistas, logística da Seleção e tudo mais", comentou Faria. Na sexta-feira, pouco mais de 300 pessoas acompanharam o treino dos reservas do Brasil - os titulares ficaram descansando no hotel. Um frenesi pelo pessoal do segundo escalão como Juninho Pernambucano, Renato, Léo... Dançarinas brasileiras, estudandes e muitos que têm subemprego em Hannover estiveram no CT do Estádio de Hannover. Gritaram muito e caçaram alguns autógrafos preciosos. Se em um simples treino de reservas, os pentacampeões atraíram o público, o que esperar na Copa do Mundo? Muitos interesses comerciais já envolvem a Seleção no Mundial do ano que vem. A CBF tem de atender às exigências de patrocinadores e ao mesmo tempo dar aos jogadores e comissão técnica condições de trabalho. "As pessoas podem não dar valor à logística. Quem trabalha no futebol sabe o quanto é importante cuidar dessa parte. Temos de pensar nos deslocamentos da delegação, tempo de viagens, acessos aos hotéis, segurança", alertou Américo, apertando uma agenda debaixo do braço. Nesta agenda constam algumas anotações, além de números de telefones, do projeto do Brasil/2006. O supervisor fez um levantamento minucioso do caminho da Seleção na Copa. Pelas suas contas, o ideal seria o time não ficar em uma sede fixa. Assim diminuíria o número de viagens. "Se ficarmos indo e voltando para a mesma concentração, teremos 11 viagens. Acompanhando a tabela da Copa, se deslocarmos de sede a sede, de acordo com os jogos, as viagens seriam apenas sete. Ganharíamos quase sete dias em um mês para recuperar os atletas. Quem conhece futebol, sabe o quanto isso é valioso." Carlos Alberto Parreira aprova o projeto de Faria. O comando da CBF também. Falta apenas encontrar os locais adequados para os treinos e concentração dos pentacampeões.

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