Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Seleção se aproxima de quebrar tabu e pode ganhar a Copa América sem levar gol

Equipe do técnico Tite chega à final do torneio com defesa invicta e mira marca alcançada pela Colômbia

Ciro Campos, enviado especial ao Rio, O Estado de S. Paulo

03 de julho de 2019 | 15h53

A seleção brasileira está a um passo do título e de um feito raro na história da Copa América. A equipe do técnico Tite garantiu classificação para a final ao derrotar a Argentina por 2 a 0, nesta terça-feira, no Mineirão, e pode no próximo domingo além de garantir a taça, dar a volta olímpica no estádio do Maracanã sem ter sofrido um gol sequer na competição. Jamais um elenco brasileiro conseguiu esse feito.

Em cinco partidas disputadas até agora o Brasil continua sem ter a defesa vazada pelos adversários. Se mantiver o rendimento e ainda por cima ganhar a final do próximo domingo, a equipe repetirá um feito alcançado pela última vez em 2001. Naquele ano a Colômbia, dona da casa, conquistou pela primeira vez a competição com uma campanha perfeita, com seis jogos, seis vitórias e nenhum gol tomado.

Apesar de ter empatado sem gols contra Venezuela e Paraguai, o Brasil se orgulha de estar na decisão sem ter a defesa vazada. "Temos de valorizar a nossa chegada até a final. O jogo com a Argentina foi difícil e reuniu duas equipes com recursos técnicos impressionantes", elogiou Tite. No Mineirão, por pouco o Brasil não sofreu gols pela primeira vez na competição. Agüero e Messi acertaram a trave em finalizações.

Para se manter estável na defesa, o Brasil conta com um sistema de marcação forte e a longa invencibilidade do goleiro Alisson. O jogador do Liverpool não sofre gols desde 4 de maio. Já são nove partidas sem ser vazado, série que contempla compromissos tanto pelo Campeonato Inglês e Liga dos Campeões, assim como partidas pela seleção brasileira nas últimas semanas.

Na história da Copa América poucas equipes conseguiram o título sem ter a defesa vazada. Os primeiros casos foram em 1917, com o Uruguai, e 1919, com a Argentina, mas ambos precisaram disputar somente três partidas para comemorar a conquista. Em 1987 o Uruguai repetiu o feito, porém precisou entrar em campo apenas duas vezes. Por fim, o feito mais recente do tipo veio com a Colômbia, em 2001.

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