Nabor Goulart/AP
Nabor Goulart/AP

Seleção tem despedida pouco animadora antes da Copa América

Time joga mal e ganha de Honduras por apenas 1 a 0 no Beira-Rio

Almir Leite, enviado especial a Porto Alegre, O Estado de S. Paulo

11 de junho de 2015 | 00h17

Foi bem sem graça o último amistoso do Brasil antes da Copa América. A seleção cumpriu a obrigação, ao vencer a fraca equipe de Honduras por 1 a 0. Mas não jogou bom futebol no Beira-Rio, nem mesmo quando Neymar entrou em campo. Por isso, foi vaiada ao final da partida. Pelo menos Dunga manteve seus 100% de aproveitamento, com dez vitórias em dez jogos.

A estreia do Brasil na Copa América será domingo, às 18h30, contra o Peru, em Temuco. Como esperado, o público decepcionou no Beira-Rio. Apenas 22.305 pagantes, ou seja, um pouco mais da metade dos 40.590 ingressos que haviam sido colocados à venda.

Dunga surpreendeu ao deixar Neymar no banco. A alegação é que o craque estava cansado. Fred foi mantido. O treinador também poupou Elias, colocando Casemiro no meio de campo, e fez uma experiência: trocou Diego Tardelli por Roberto Firmino, que tem mais presença de área.

Mas, a exemplo do que ocorreu em boa parte do tempo do amistoso de domingo contra o México, o time não conseguiu boa evolução. Honduras se fechou na defesa e a seleção, muito lenta, não ameaçava. As duas primeiras chances ocorreram a partir de bola parada. 

O Brasil tinha um pouco de lucidez quando Phillipe Coutinho tentava dar velocidade ao time e quando Willian, ontem jogando mais pela direita, arrancava para cima dos adversários.

O time hondurenho, porém, é fraco demais. Assim, era até natural que, apesar da pouca criatividade, o gol do Brasil acabasse saindo. E surgiu de uma alternativa óbvia jogada, mais que não vinha acontecendo: Filipe Luis tomou a bola no meio de campo, tocou para Phillipe Coutinho e recebeu na frente. Tudo em toques rápidos e para a frente. O lateral penetrou na área em velocidade e tocou para Roberto Firmino, bem colocado, receber e marcar.

Foi uma das poucas vezes que o lateral foi ao ataque. Aliás, ele e Fabinho pouco apoiaram.

No segundo tempo, a rigor pouco de útil pôde se ver. A atração ficou por conta de Neymar – a torcida pedira sua entrada aos 31 minutos da etapa inicial, dois minutos antes do gol de Firmino –, que entrou no lugar de Phillipe Coutinho. Dunga também aproveitou para poupar David Luiz e Willian e testar Thiago Silva e Douglas Costa desde o início da etapa.

Mas, com vários reservas, o time se descaracterizou. As jogadas não saíam, o número de erros de passes aumentou. Neymar foi pouco lançado. E, quando foi, não teve sucesso nas tabelas. Ah, e sofreu várias faltas.

A entrada de Robinho no lugar de Firmino deu uma animada. O atacante procurou fazer jogadas com Neymar – que, diga-se, se mexeu bastante por todos os setores do ataque. Mas, no fim, não conseguiu evitar o sono.

A seleção viaja amanhã para o Chile. Pode ir sem Danilo, que não está apresentando boa recuperação da pancada no joelho direito que levou o jogo com o México, e corre risco de corte. Daniel Alves, do Barcelona, deve ser convocado no caso do corte de Danilo.

DEL NERO

O presidente da CBF não esteve ontem no Beira-Rio. Alegou cansaço, pois na véspera chegou tarde ao Rio depois de passar horas em Brasília prestando esclarecimentos no Congresso. Marco Polo Del Nero se justificou com a necessidade de se preparar para a assembleia extraordinária da entidade, hoje, que vai propor mudanças no estatuto. Mas não se livrou de protestos em Porto Alegre. Pela manhã, surgiram em vários pontos da cidade faixas de protestos contra ele, pedindo sua saída da CBF. Os autores são de um movimento de torcedores e sócios do Inter.

FICHA TÉCNICA:

BRASIL 1 X 0 HONDURAS

BRASIL - Jefferson; Fabinho (Marquinhos), Miranda, David Luiz (Thiago Silva) e Filipe Luis; Fernandinho, Casemiro, Willian (Douglas Costa), Philippe Coutinho (Neymar) e Fred (Elias); Roberto Firmino (Robinho). Técnico: Dunga.

HONDURAS - Valladares; Beckeles, Palacios, Leverón, Figueroa e Izaguirre (Brayan García); Garrido (Mejía), García (Martínez), Acosta (Carlos Discua) e Najar (Carlos Mejía); Lozano (Andino). Técnico: Jorge Luis Pinto.

GOL - Roberto Firmino, aos 32 minutos do primeiro tempo.

ÁRBITRO - Gary Vargas Carreno (Bolívia).

CARTÕES AMARELOS - Fabinho, Filipe Luis, Robinho (Brasil); Palacios, Mejía (Honduras).

RENDA - R$ 2.233.125,00.

PÚBLICO - 22.305 pagantes.

LOCAL - Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).


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