Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Seleção tem média de idade igual à do time de 2002

Média atual é de 26,2 é exatamente a mesma da Copa do Mundo da Coreia e do Japão

MATEUS SILVA ALVES - ENVIADO ESPECIAL, O Estado de São Paulo

13 de junho de 2013 | 18h27

GOIÂNIA – De tão repetida, já está consagrada a ideia de que a seleção que Luiz Felipe Scolari convocou para a Copa das Confederações é muito jovem e que isso é um obstáculo a ser superado na luta pelo título. Os números, no entanto, desmentem essa “verdade absoluta”. A média de idade do elenco que defenderá o Brasil no torneio da Fifa é baixa se comparada, por exemplo, às médias das equipes brasileiras que disputaram as duas últimas Copas do Mundo. Mas é exatamente a mesma do grupo que Felipão levou para o Mundial de 2002, aquele do pentacampeonato.

Com a troca de Leandro Damião, que sofreu uma lesão muscular na semana passada, por Jô a média de idade da seleção subiu um pouquinho (já que o centroavante do Internacional tem 23 anos e o do Atlético-MG, 26) e chegou a 26,2. Esse número é a média dos 23 atletas que disputaram a Copa do Mundo da Coreia do Sul e do Japão, levando em conta a idade que os jogadores tinham no dia da abertura do torneio. Portanto, não é correto dizer que o grupo que começará no sábado a disputar a Copa das Confederações padece do mal da juventude excessiva.

A grande diferença entre o time atual de Felipão e o de 11 anos atrás é a idade dos principais astros de cada equipe. No Mundial de 2002, apenas um dos destaques da seleção era jovem (Ronaldinho Gaúcho, então com 22 anos). Os demais “cobras” já tinham acumulado bastante bagagem no mundo da bola: Cafu tinha 31 anos (completou 32 durante o Mundial), Rivaldo estava com 30, Roberto Carlos tinha 29 e Ronaldo contava 25 primaveras vividas.

Agora, a realidade é muito distinta. Neymar, o craque do time, tem apenas 21 anos, assim como Oscar, o principal armador da seleção. Em 2002, os meninos de Felipão, com exceção de Ronaldinho, eram coadjuvantes (como Kleberson, então com 21 anos) ou estavam lá mais para aprender do que para jogar (foi o caso de Kaká, com 20).

RENOVAÇÃO

A nova turma de Felipão pode ser chamada de jovem na comparação com os jogadores que Dunga chamou para a Copa do Mundo de 2010. Aquele elenco, que tinha média de idade de 28,6 anos, ostentava como seu jogador mais novo o volante Ramires, então com 23 anos. O segundo mais jovem, o zagueiro Thiago Silva, já tinha 25. Não foi à toa que Mano Menezes, o sucessor de Dunga, viu-se obrigado a fazer uma renovação profunda na equipe quando assumiu o cargo.

O grupo que Carlos Alberto Parreira levou ao Mundial de 2006 também era “veterano”, com média de 28,3 anos. Vários dos campeões do mundo de 2002 fizeram parte daquele elenco, mas envelhecidos. Alguns deles bastante envelhecidos, como Cafu, com 36 anos, e Roberto Carlos, com 33. Curiosamente, um dos “caçulas” daquela seleção é hoje um dos pilares do time de Felipão (e de Parreira, agora o coordenador técnico): o centroavante Fred, que na época tinha 22 anos.

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