Seleção treina cobrança de pênalti

Precavido contra uma possível decisão nos pênaltis, Carlos Alberto Parreira ensaiou as cobranças sob segredo, hoje, no Frankenstadion de Nuremberg. Não permitiu que cinegrafistas de tevê, internet e fotógrafos registrassem os exercícios. E acabou criando um mal-estar com uma equipe de televisão da Alemanha. Os profissionais da imagem tiveram livre acesso ao "rachão" entre os 22 jogadores do Brasil - Lúcio saiu poupado por dores musculares. Quando Parreira iria começar os ensaios de pênaltis, seus assessores pediram que se desligassem as câmeras. A equipe ARD, da Alemanha, continuou gravando. Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da Seleção, pediu que se retirassem das margens do campo. Eles não gostaram, mas saíram. Do outro lado do estádio, pouco mais de 20 pessoas, a maioria adolescentes, gritavam nomes dos jogadores brasileiros. Pouco assédio na véspera da decisão e nenhuma generosidade nas ruas para os pentacampeões. Parreira espera amanhã um clima pesado no estádio. Sabe que o Brasil não terá nenhuma trégua. Hoje, não quis apimentar ainda mais a decisão ao proibir a gravação das imagens do treino no Frankenstadion. "Não foi segredo, nem treino fechado, apenas queríamos um pouco de privacidade para não revelar ao adversário com nossos jogadores cobram os pênaltis", disse Parreira. Nas cobranças, Parreira usou Robinho, Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Emerson, Kaká, Zé Roberto, Roque Júnior, Juan, Juninho Pernambucano e Renato. O aproveitamento foi considerado bom pelo treinador. Os cinco que devem abrir a primeira série, no caso de o jogo e prorrogação terminarem empatados, são: Ronaldinho Gaúcho, Roque Júnior, Adriano, Zé Roberto e Robinho.

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